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Mundo

Polícia francesa fecha mesquitas por suspeita de radicalização

Pela primeira vez, autoridades fecham as portas de templos islâmicos, como parte da megaoperação de segurança iniciada após ataques terroristas. Mais de 260 pessoas já foram presas e mais de 300 armas, apreendidas.

A polícia francesa fechou nesta quarta-feira (02/12) uma mesquita supostamente radical em Lagny-sur-Marne, 30 quilômetros a oeste de Paris. Trata-se do quarto templo islâmico fechado desde os ataques terroristas do último dia 13 de novembro.

Segundo o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, após as buscas na mesquita de Lagny-sur-Marne, investigadores encontraram documentos jihadistas, colocaram nove pessoas sob prisão domiciliar e proibiram outras 22 de deixar o país.

Também foi apreendida uma pistola de nove milímetros, e um dos "líderes" da mesquita foi detido. "Três pseudo associações culturais" ligadas ao templo estão sendo dissolvidas, disse o ministro.

Cazeuneve afirmou a jornalistas que as autoridades já haviam fechado outras duas mesquitas na semana passada. Mais tarde, ele disse a legisladores no Parlamento que uma quarta mesquita foi fechada em Nice, no sul do país. Foi a primeira vez que a França tomou tal atitude contra templos religiosos suspeitos de alimentar o que o ministro chamou de "radicalização islamista".

"Tais medidas para fechar mesquitas devido à radicalização nunca foram tomadas antes por um governo, incluindo durante o último estado de emergência, em 2005", afirmou.

As outras duas mesquitas fechadas ficam em Gennervilliers, ao norte de Paris, e na pequena cidade de L'Arbresle, próxima a Lyon. Autoridades afirmaram que a sala de oração em L'Arbresle foi usado por extremistas suspeitos de ter contato com outros na Síria.

O fechamento dos templos faz parte de uma megaoperação de segurança iniciada após os ataques de 13 de Novembro, que deixaram 130 mortos e foram reivindicados pelo "Estado Islâmico" (EI). Cazeneuve afirmou ao Parlamento que 2.235 buscas foram conduzidas desde o início do atual estado de emergência, que deve durar até fevereiro, levando a 263 prisões. Mais de 300 armas de fogo foram apreendidas.

LPF/afp/rtr/dpa

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