Polícia detém dezenas em protesto da oposição em Moscou | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 02.04.2017
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Rússia

Polícia detém dezenas em protesto da oposição em Moscou

Manifestação não autorizada é convocada uma semana após maiores protestos antigoverno dos últimos anos. Autoridades usam "violação à ordem pública" como justificativa para as prisões no centro da capital.

Polícia detém manifestantes em Moscou

Polícia efetuou detenções após alertar manifestantes por megafone

A polícia russa deteve neste domingo (02/04) mais de 20 pessoas, incluindo menores de idade, num protesto da oposição não autorizado no centro de Moscou, uma semana após uma série de manifestações antigoverno no país.

O número de manifestantes deste domingo foi bem menor do que o do último fim de semana,  quando centenas, incluindo o líder opositor Alexei Navalny, foram detidos ao protestarem contra a corrupção, exigindo a renúncia do primeiro-ministro Dimitri Medvedev.

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Neste domingo, agentes à paisana e policiais prenderam no centro da capital russa entre 20 e 30 pessoas de um grupo de cerca de 100 que tentava organizar uma marcha em direção ao Kremlin. Segundo a agência de notícias russa Interfax, 29 pessoas foram detidas por "violar a ordem pública".

As forças policiais efetuaram as detenções após advertir por megafone que aqueles que alterassem a ordem pública ou atrapalhassem outros transeuntes seriam levados para a delegacia.

A presença policial no centro de Moscou neste domingo era intensa. Pedestres só podiam acessar a Praça Vermelha após passarem por detectores de metal, e a Praça Pushquin, tradicional ponto de encontro de manifestantes, foi bloqueada.

Resposta do governo

Os presos são membros de uma organização chamada "Nova Oposição". Ela inclui grupos nacionalistas não ligados à oposição extraparlamentar que havia convocado a marcha não autorizada pela prefeitura de Moscou.

As autoridades advertiram na sexta-feira que adotariam medidas contra os que participassem dos atos, além de afirmar que não poderiam garantir a segurança dos participantes. Promotores ordenaram o bloqueio de sites e blogs com mensagens provocadoras.

O presidente russo, Vladimir Putin, criticou nesta semana os protestos contra a corrupção do último dia 26 de março, advertindo que todos que descumprirem a lei deverão "responder de acordo com o direito russo".

Putin também apontou que justamente marchas não autorizadas levaram à "Primavera Árabe" e ao "golpe de Estado na Ucrânia" – como é visto na Rússia a troca de poder em Kiev após a deposição do presidente ucraniano Viktor Yanukovytch.

O líder opositor Navalny foi condenado na semana passada a 15 dias de prisão após organizar os protestos, os maiores contra o governo desde o retorno de Putin ao Kremlin, em maio de 2012. Dezenas de milhares de pessoas responderam ao chamado de Nalvany no último domingo, em mais de 80 cidades do país.

LPF/efe/rtr/ap/lusa

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