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Alemanha

Polícia desmente morte de refugiado numa fila em Berlim

Autoridades afirmam não ter encontrado evidências da morte de um refugiado na capital alemã. Ativista que denunciou o caso se trancou dentro de casa e não atende o telefone nem recebe visitas.

A polícia de Berlim afirmou nesta quarta-feira (27/01) que não há evidências da morte de um refugiado sírio que teria passado um dia esperando para ser atendido em um centro de serviços sociais na capital alemã.

A Secretaria Estadual de Saúde e Assuntos Sociais afirmou ter contactado todos os hospitais de Berlim e que nenhum dele pôde confirmar a denúncia feita por uma ativista pró-refugiados. O Corpo de Bombeiros de Berlim também disse que verificou todos os atendimentos do serviço de emergência durante o período que teria ocorrido a morte, mas não encontrou na lista de ocorrências o atendimento referente ao caso.

No início da noite, policiais foram até a residência do ativista que denunciou o caso e recolheram o depoimento dele. Os agentes disseram à emissora RBB que nenhum refugiado morreu, mas que uma declaração oficial será divulgada apenas nesta quinta-feira.

Segundo o relato de um ativista da iniciativa pró-refugiados Moabit hilft, um jovem sírio de 24 anos teria morrido na madrugada desta quarta-feira, depois de ter passado um dia esperando para ser atendido no Departamento Estadual de Saúde e Assuntos Sociais (Lageso, na sigla em alemão).

O ativista teria inicialmente levado o refugiado para sua casa e, mais tarde, chamado uma ambulância após constatar que o sírio tremia de febre. O ativista estaria na ambulância com o jovem sírio quando ele supostamente sofreu uma parada cardíaca e morreu.

O ativista denunciou o caso pelo Facebook, mas as mensagens foram apagadas no decorrer do dia. A iniciativa Moabit hilft, que confirmou a morte do refugiado pela manhã, afirmou que ativista está trancando em seu apartamento e não atende o telefone nem recebe visitas.

A porta voz da iniciativa, Diana Henniges, disse que seria "uma catástrofe" se o caso não passasse de uma confusão, o que significaria que a organização não pode mais confiar em seus trabalhadores voluntários. Henniges ressaltou, porém, que acredita na versão do ativista.

CN/dpa/afp/epd/ots

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