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Mundo

Polícia de Hong Kong justifica uso de spray de pimenta contra manifestantes

Após usar arma novamente para dispersar manifestantes no bairro de Mong Kok, forças de segurança afirmaram que ela é necessária devido à tensão crescente na área.

A polícia de Hong Kong voltou a recorrer, na madrugada deste sábado para domingo (05/10), ao uso de spray de pimenta para dispersar um grupo de manifestantes que se concentrou em frente a um quarteirão no bairro de Mong Kok.

Um porta-voz da polícia defendeu "a necessidade" do uso da arma devido à tensão crescente na área. "Havia grupos que estavam provocando verbalmente a polícia e tentaram empurrar o cordão policial", justificou.

Um grupo de manifestantes se concentrou em frente ao bairro de Mong Kok, um bastião tradicional de gangues do crime organizado de Hong Kong, depois de os jovens terem criticado a atitude "passiva" das autoridades perante os ataques de que foram alvo manifestantes por parte de grupos pró-Pequim naquele distrito.

Acusações de colaboração entre polícia e criminosos

As forças de segurança rejeitaram acusações de colaboração entre policiais e membros das gangues. "A polícia se conteve muito. Os conflitos se intensificaram muito nos últimos dias", disse o porta-voz da polícia.

Em comunicado, os agentes de segurança voltam a apelar aos estudantes para que abandonem o local. "A polícia pede ao público que mantenha a calma e que colabore com as instruções dos oficiais de polícia. Qualquer ato que coloque em perigo a ordem ou segurança públicas não será tolerado. A polícia tomará medidas decisivas contra atitudes ilegais", avisa o texto.

Cerca de dois mil estudantes acordaram neste domingo nas ruas de Hong Kong depois de dezenas de milhares de outros terem participado de uma concentração pela paz e contra a violência, ignorando as advertências do governo.

MD/lusa/rtr

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