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Mundo

Polícia britânica matou inocente

Homem morto pela polícia britância em Londres não tinha ligação com atentados terroristas. Autoridades divulgam fotos de suspeitos. Dois possíveis envolvidos são detidos.

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Estação de metrô Stockwell: cenário do engano

Um porta-voz da Scotland Yard anunciou neste sábado (23/07) que o homem morto pela polícia britânica na última sexta-feira (22/07) "não tem nada a ver com os acontecimentos de 21 de julho" e chamou o ocorrido de "uma tragédia". Na madrugada deste sábado (23/07), investigadores britânicos entraram novamente em ação no bairro londrino Stockwell e prenderam um suspeito de envolvimento nos ataques terroristas da última quinta-feira (21/07).

A polícia não confirmou se o detido é realmente um dos suspeitos de ter jogado as bombas em três metrôs e num ônibus na capital britânica. Em Birmingham, outro homem foi detido na noite da última sexta-feira (22/07), quando se encontrava na estação ferroviária central da cidade. Segundo as autoridades locais, sua bagagem foi detalhadamente analisada por especialistas em explosivos. A estação foi evacuada.

Tiro à queima-roupa

"Nós podemos confirmar que logo após as 10h agentes armados entraram na estação de Stockwell. Um homem foi detido pelos policiais, que atiraram nele. Ele foi declarado morto no local", afirmou a Scotland Yard sobre o tiroteio da manhã da última sexta-feira (22/07), na estação Stockwell.

O chefe de polícia Ian Blair afirmou que o homem foi morto após ter se negado a atender ordens de policiais para que ficasse parado. Ele estaria levando consigo uma manta, o que levou agentes em trajes civis a suspeitarem de que se tratava de um homem-bomba.

Representantes da comunidade muçulmana britânica exigiram esclarecimentos da Scotland Yard sobre os pontos relacionados à morte ocorrida, o que foi feito neste sábado (23/07), confirmando especulações de que a vítima não teria nada a ver com os atentados terroristas.

O canal de televisão Sky News havia divulgado que se tratava de um possível homem-bomba. Segundo declarações de uma testemunha à BBC, o homem – supostamente um asiático – entrou correndo na estação e teria tentado pegar um trem, tendo sido perseguido por policiais. Os policiais teriam obrigado o suspeito a se deitar no chão e disparado contra ele.

Cinco tiros

Polizei schießt auf Selbstmordattentäter Stockwell

Polícia interdita estação de metrô

"Eles o empurraram para o chão e atiraram cinco vezes. Ele está morto", afirmou a testemunha Mark Whitby à emissora BBC. "Nós estávamos no metrô, de repente ouvimos alguém gritar 'fora, fora' e então ouvimos tiros", relatou o passageiro do metrô Briony Coetsee. "Eram pelo menos 20 policiais fortemente armados", disse a testemunha Chris Wells, de 28 anos. Segundo a imprensa britânica, a estação foi evacuada.

A polícia britânica também cercou uma mesquita no leste de Londres na manhã da última sexta-feira (22/07). Segundo as autoridades, um alarme falso afirmava que havia uma bomba no local. Dezenas de policiais armados cercaram a mesquita. Nada foi encontrado nas buscas.

Fotos divulgadas

Videobild vom Attentäter, Yasin Hassan Omar, von der Warren Street

Imagem mostra um dos suspeitos na estação de Waren Street

A Scotland Yard também divulgou fotos de quatro suspeitos de terem causado as explosões de ontem. As imagens foram obtidas por câmeras de vigilância instaladas nas estações do metrô e no ônibus atingidos por bombas.

Na primeira foto, um rapaz de cabelo raspado está correndo na estação Oval. Ele veste uma roupa escura, na qual está escrito "New York". Outra foto mostra um homem em roupas escuras e que está deixando a estação de Waren Street às 12h39. Na terceira das imagens, um homem aparece carregando uma mochila. Na quarta foto, pode-se ver um homem jovem, de boné, dentro de um ônibus.

A polícia pediu à população para que forneça possíveis informações sobre a indentidade e o paradeiro dos quatro suspeitos.

Intenção de matar

O chefe da Scotland Yard, Ian Blair, afirmou que as explosões da quinta-feira (21/07) tinham a "clara intenção de matar". Segundo ele, as bombas seriam menores do que as usadas no último dia 7, mas não explodiram totalmente. "A intenção era matar. Algo assim não é praticado com outras intenções. O importante é que a intenção dos terroristas não foi alcançada", afirmou Blair.

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