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Alemanha

Polícia alemã suspeita de xenofobia em ataque a Reker

Candidata à prefeitura de Colônia, responsável por alojamento de refugiados na cidade, é esfaqueada durante campanha eleitoral. Segundo revista alemã "Der Spiegel", autor de atentado faz parte da cena neonazista.

A polícia alemã suspeita que o ataque a Henriette Reker, candidata independente à prefeitura de Colônia, neste sábado (17/10), tenha motivação xenófoba, devido à postura pró-refugiados da advogada, de 58 anos. Reker é a funcionária da prefeitura responsável pelo alojamento de refugiados na cidade.

Reker foi esfaqueada durante a campanha para as eleições municipais, que serão realizadas neste domingo em Colônia, no oeste de Alemanha. O ataque ocorreu no início da manhã, quando a candidata visitava um estande de campanha da União Democrata Cristã (CDU), instalado em uma praça no bairro de Braunsfeld.

O autor do atentado foi detido por um policial federal de folga que estava passeando no local. Além da candidata, outras quatro pessoas ficaram feridas no ataque. Reker concorre à prefeitura como candidata independente, mas sua candidatura tem o apoio tanto da União Democrata Cristã (CDU), como dos Verdes e do Partido Liberal (FDP). Ela é considerada favorita para o cargo.

De acordo com a polícia, o autor do atentado é alemão, tem 44 anos e está desempregado há anos. Ele teria agido sozinho. As autoridades não deram mais detalhes sobre o detido. Mas, segundo a revista alemã Der Spiegel, ele fazia parte da cena neonazista há mais de 20 anos e, durante o interrogatório, teria culpado Reker por supostos erros na política de imigração.

Segundo as autoridades, o estado de saúde de Reker é estável, porém crítico. Ela sofreu cortes na região do pescoço.

Merkel condena ataque

O atentado despertou preocupação sobre o aumento da violência no debate sobre o acolhimento de refugiados. A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, condenou o ataque e telefonou para o líder da CDU na Renânia do Norte-Vestfália para saber sobre o estado de saúde de Reker, segundo informações da porta-voz do governo.

O ministro do Interior, Thomas de Maizière, expressou preocupação com o discurso de ódio e as ações violentas. "Esse atentado covarde em Colônia é mais uma prova da crescente radicalização no debate sobre refugiados", disse.

CN/rtr/dpa/ots

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