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Mundo

Polícia alemã relaciona 11 de setembro a atentado na Tunísia

O Departamento de Polícia Federal da Alemanha (BKA) conseguiu estabelecer uma ligação entre o atentado na ilha de Djerba, Tunísia, e a organização Al Qaeda, do terrorista Osama Bin Laden.

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Cada vez mais fios levam a Bin Laden (centro)

Um porta-voz do órgão confirmou neste domingo (25) a notícia do New York Times, segundo a qual, pouco antes do atentado em abril, o terrorista Nizar Nawar haveria falado ao telefone com um membro da Al Qaeda, provavelmente envolvido nos planos para o 11 de setembro: o kuweitiano Chalid Shaish Mohammed, de 37 anos, que provavelmente se esconde no Paquistão. Há indícios de que ele morou na Alemanha, simultaneamente a outros terroristas ligados à destruição do World Trade Center.

Segundo o diretor do BKA, Klaus Ulrich Kersten, pode-se afirmar com segurança que tanto o atentado de Djerba como os de Nova York e Washington são obra da organização liderada por Bin Laden. O telefonema seria mais um indício desta conexão, entre outros, como a reivindicação do ato de terror pela Al Qaeda, transmitida por uma emissora de televisão árabe.

Em 11 de abril deste ano, a explosão de um caminhão carregado de bujões de gás de cozinha diante de uma sinagoga na ilha turística de Djerba, no Mar Mediterrâneo, causou a morte de 21 pessoas, dentre as quais 14 alemães. Aproximadamente um mês após o ato, um comandante da Al Qaeda assumiu sua autoria, em entrevista ao jornal Asharq Al-Awsat, publicado em Londres.

Kersten acredita que os ataques terroristas aos Estados Unidos foram planejados sobretudo fora da Alemanha. O BKA dispõe de informações sobre encontros da AL Qaeda realizados no sudeste asiático, com a presença dos membros residentes em Hamburgo.

Rede extensa

Kersten acrescentou dispor de provas de uma estada no Afeganistão do provável líder dos seqüestradores de 11 de setembro, Mohammed Atta. De fins de 1999 ao início de 2000, o "piloto do terror" e seus cúmplices também residentes em Hamburgo haveriam estado num campo de treinamento, da Al Qaeda. Outros dois presumíveis cúmplices, Ramzi Bin Al-Shibh e Said Bahaji, também encontravam-se no Afeganistão, na mesma época. Ambos desapareceram após os vôos kamikaze, que destruíram o World Trade Center de Nova York e parte do Pentágono.

Segundo a revista alemã Der Spiegel, uma das principais testemunhas do BKA no combate ao terrorismo é Shadi A., de 25 anos, um dos líderes da organização El Tavhid, pertencente à Al Qaeda. O jovem muçulmano, que afirma ter estado no Afeganistão em 1999 e servido a Bin Laden como guarda-costas, identificou Al-Shibh como pessoa de confiança do líder terrorista islâmico.

A polícia federal alemã negou uma suposta pane nas investigações, de que é acusada por representantes estudantis da Universidade Técnica de Hamburgo. Segundo estes, apesar de insistentes indicações, os agentes do BKA haveriam ignorado seis caixas de papelão, contendo material pertencente à sociedade Islam AG., fundada em 1999. Um porta-voz rebateu que duas caixas foram "inspecionadas, e todos os objetos de relevância para o processo, arquivados".

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