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Alemanha

Polícia alemã faz operação para impedir ataques à cúpula do G8

Autoridades de segurança fazem buscas em seis estados alemães devido a suspeitas de que radicais de esquerda estariam preparando ataques violentos à cúpula do G8. Grupos atingidos reagem com protestos.

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Protestos em Bermen contra o G8, após as buscas policiais

A um mês da cúpula do G8 em Heiligendamm, cerca de 900 agentes de segurança participaram nesta quarta-feira (09/05) de buscas em 40 lugares em Berlim, Brandemburgo, Hamburgo, Bremen, Schleswig-Holstein e na Baixa Saxônia para apurar suspeitas de que grupos de extrema esquerda estariam preparando ataques violentos ao encontro.

Depois das buscas, durante a tarde e noite desta quarta-feira, milhares de pessoas saíram às ruas de várias cidades alemãs para protestar contra as buscas.

"Estamos apurando suspeitas de que atos violentos estão sendo planejados para impedir a realização da cúpula do G8", informou um porta-voz da Procuradoria Geral da República. A autoridade, que ordenou as buscas, teria aberto inquéritos contra 18 pessoas nominalmente conhecidas e outros suspeitos anônimos "pertencentes à cena militante da extrema esquerda".

"Suspeitamos que as pessoas em questão tenham fundado uma organização terrorista ou sejam membros de tal organização, que está planejando incêndios criminosos e outras ações para perturbar gravemente ou impedir a cúpula do G8 em Heiligendamm", afirmou a Procuradoria em nota à imprensa.

Ataques de advertência?

Deutschland G8 Sicherheit Terror Razzia in Hamburg Verhaftung

Polícia prendeu, por algumas horas, manifestantes em Hamburgo

Um dos inquéritos envolveria três integrantes do "Militanten Gruppe" (mg), cujas lideranças supostamente vivem em Berlim e Brandemburgo e que desde 2001 assumiram a autoria de 25 ataques de pequena repercussão.

Em 16 de março deste ano, o mg assumiu a autoria de ataques aos escritórios da Câmara de Indústria e Comércio italiana e de uma associação empresarial turca em Berlim. Na ocasião, o grupo mencionou a mensagem de crítica ao capitalismo enviada por Christian Klar, ex-líder da organização terrorista Fração do Exército Vermelho (RAF) a uma conferência sobre Rosa Luxemburgo. Também a cúpula do G8 foi mencionada como motivo.

O ministro alemão do Interior, Wolfgang Schaeuble, anunciou um reforço no esquema de segurança. Durante a cúpula, voltará a vigorar o controle nas fronteiras alemãs, informou o ministério nesta quarta-feira em Berlim.

Fantasma da RAF

Desde que a RAF anunciou sua dissolução em 1998, não ocorreram mais casos significativos de violência da extrema esquerda na Alemanha. Os debates sobre o pedido de indulto de Christian Klar, no entanto, colocaram a sigla RAF novamente em evidência na mídia.

O diretor do Departamento de Proteção da Constituição de Baden-Württemberg, Johannes Schmalzl, já havia alertado na semana passada que a discussão sobre o pedido de indulto poderia favorecer um "renascimento do terrorismo de esquerda".

De acordo com adversários da cúpula do G8, a operação policial desta quarta-feira "foi arbitrária" e se destinou a "intimidar, criminalizar e difamar" os organizadores de manifestações. Durante a cúpula, de 6 a 8 de junho, são esperados entre 50 mil e 100 mil manifestantes no balneário Heiligendamm, no noroeste alemão.

Ação e reação

Deutschland G8 Sicherheit Terror Demonstration gegen Razia der Polizei

Confronto entre adversários do g8 e a polícia em Hamburgo

Um porta-voz da organização Gipfelsoli Infogruppe, crítica da globalização, disse que as buscas desta quarta-feira dirigiram-se contra grupos que não fazem qualquer reivindicação aos países do G8 e, sim, rejeitam completamente o G8 como instituição.

Em várias cidades alemãs ocorreram protestos contra as buscas, o maior deles em Berlim, com a participação de 3 mil pessoas. Em Hamburgo, houve confrontos violentos entre 2 mil adversários do G8 e a polícia, que usou jatos d'água para dispersar a multidão.(stu/gh)

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