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Alemanha

Pode encher de hidrogênio

Em Berlim foi aberto o primeiro posto para venda de hidrogênio. O gás é tido como combustível do futuro por ser menos poluente. Em 2003 começarão a circular os primeiros ônibus que só soltarão água do escapamento.

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Ônibus movidos a hidrogênio já têm onde se abastecer em Berlim

O primeiro Congresso Energético Alemão de Hidrogênio realiza-se em Essen, de 12 a 14 de novembro, promovido pelo Fórum de Energias para o Futuro. Seu patrocinador é o ministro da Economia e do Trabalho, Wolfgang Clement, ex-governador do Estado da Renânia do Norte-Vestfália, onde se situa Essen. Ao inaugurar o evento, que acontece numa antiga mina de carvão hoje transformada em centro de convenções, Clement ressaltou o papel do carvão na industrialização do país. Mas reconheceu que hoje o interesse se volta para tecnologias mais eficientes e menos poluentes, pelo que a escolha do local para o congresso "estabelece a ponte necessária entre as velhas e as novas energias", ponderou.

Considerado inviável por alguns e tido como combustível do futuro por outros, o hidrogênio ainda está em fase experimental em veículos, principalmente ônibus. Estes já estão sendo fabricados, entre outras montadoras, pela DaimlerChrysler e a MAN. Para abastecer os ônibus da MAN que começarão a ser testados na capital alemã, foi inaugurado em Berlim, no final de outubro, o primeiro posto "público" de abastecimento de hidrogênio. Ele é operado por um grupo do qual fazem parte a Companhia de Transportes Municipais de Berlim, a refinaria TotalFinaElf, a Linde que fabrica hidrogênio líquido e as montadoras MAN e Opel.

Células combustíveis serão testadas

Os ônibus que circularão em Berlim no final de 2003 deverão testar a eficiência das células combustíveis. Elas geram energia elétrica a partir de uma reação do hidrogênio com o oxigênio. A queima do hidrogênio faz funcionar o motor e, em vez de gás, sai somente água do escapamento, sob a forma de líquido ou vapor. Essa seria a principal vantagem, segundo seus defensores. Além do mais, a célula combustível aproveita 80% da energia gerada, enquanto um motor a gasolina só aproveita de 20 a 30%.

Muitos questionaram que o posto aberto em Berlim seja definido como "público, uma vez que só abastecerá poucos ônibus - quatro da Ford, além dos municipais em fase de teste. No entanto, Burkhard Reuss, da TotalFinaElf, defende a inauguração como um importante passo para o fomento da tecnologia das células combustíveis: "Primeiro tem que haver um posto. Para que ter veículos, se não há onde abastecê-los?", argumentou em entrevista à DW-WORLD.

Uso do hidrogênio em veículos é controverso

A questão da vantagem "ecológica" da célula combustível, contudo, é um assunto complexo. É necessário energia para se produzir hidrogênio a partir da água. Se for usado combustível fóssil - carvão ou óleo - já não se pode falar de vantagens "ecológicas" do seu uso. A produção do hidrogênio, portanto, é atualmente o grande problema a ser solucionado, antes que a tecnologia possa ser introduzida.

Por causa disso o Departamento Federal do Meio Ambiente em Berlim tem uma opinião bastante crítica quanto aos esforços da indústria automobilística. "Não estamos tão entusiasmados com a idéia de células combustíveis para veículos", diz Thomas Hagbeck, porta-voz do órgão à DW-WORLD. Para ele, faria mais sentido investir em motores modernos a gasolina ou diesel, o que seria mais benéfico para o meio ambiente.

Como a célula combustível ainda precisará de 20 anos para sua produção em série, Hagbeck expressou o temor de que a campanha em prol do hidrogênio "desvie a atenção para o que os fabricantes de automóveis já poderiam estar fazendo hoje: construir automóveis menos poluentes, motores mais econômicos no consumo de combustível, carros mais leves". Essas são medidas concretas para diminuir a curto prazo as emissões de poluentes. O departamento considera vantajoso o uso de células combustíveis no plano estacionário, por exemplo no abastecimento energético de edifícios.