Pobreza na Argentina é a maior em sete anos, afirma estudo | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 02.04.2016
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

América Latina

Pobreza na Argentina é a maior em sete anos, afirma estudo

No primeiro trimestre do ano cerca de 1,4 milhão de pessoas entraram na pobreza, que atinge 34,5% da população. Inflação e falta de emprego são os principais motivos.

Crianças numa favela de Buenos Aires

Crianças numa favela de Buenos Aires

A pobreza aumentou na Argentina desde o início de 2016, afirma um estudo feito pela Universidade Católica Argentina (UCA) e divulgado nesta sexta-feira (01/04). As principais causas do aumento são a inflação e a falta de emprego, disseram os responsáveis pelo estudo.

No primeiro trimestre, cerca de 1,4 milhão de pessoas se tornaram pobres, e 350 mil passaram para a indigência. Ao todo, o estudo afirma que há 13 milhões de pobres e 2,35 milhões de indigentes na Argentina, que tem uma população estimada de 41 milhões de pessoas.

Segundo o levantamento, 34,5% dos argentinos são pobres, maior índice dos últimos sete anos. No final de 2015, o nível de pobreza na sociedade argentina era de 29%. O estudo afirma que a situação deve melhorar um pouco em abril, por causa da expansão e melhora dos programas sociais do governo.

Por outro lado, a UCA ressalvou que a sua projeção não considera as demissões dos últimos meses nem leva em conta os recentes aumentos nos preços do transporte público e dos serviços. Esses fatores podem contribuir para elevar ainda mais a pobreza, afirmou a instituição.

A redução da pobreza era uma das principais promessas de campanha do atual presidente da Argentina, Mauricio Macri, que assumiu o cargo no início de dezembro de 2015. Esta semana, o governo de Macri dobrou os preços dos transportes em Buenos Aires e arredores. Água e gás subiram 300%, e a luz, até 500%.

O estudo da UCA adverte que, "se ao menos no curto prazo não se lograr controlar os aumentos de preços de produtos e serviços básicos e reativar a demanda de emprego, vai se estar cada vez mais longe de uma melhora genuína na distribuição de renda, e dificilmente vai ser possível reverter a tendência ascendente que estão registrando as taxas de indigência e de pobreza urbana".

AS/efe/dpa

Leia mais