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Mundo

Plano para retirada de jihadistas de Damasco é suspenso

Cerca de 4 mil pessoas deveriam deixar o sul da capital síria, a metade delas combatentes do "Estado Islâmico" e da Frente Al Nusra, mas morte de líder rebelde cria temores de segurança e faz plano ser adiado.

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O campo de refugiados de Yarmouk, em Damasco

Um acordo inédito para a retirada de milhares de civis e de combatentes do grupo "Estado Islâmico" (EI) e da Frente Al Nusra de três distritos do sul de Damasco foi suspenso neste sábado (26/12), depois da morte de um líder rebelde na Síria.

Zahran Alloush, líder do Jaish al-Islam (Exército Islâmico), foi morto nesta sexta-feira num ataque aéreo de autoria ainda não confirmada, mas reivindicada pelo regime sírio. O grupo anunciou neste sábado a nomeação de Abu Hamam Essam Albuidani como novo comandante-geral.

A morte de Alloush, líder de uma das organizações rebeldes mais poderosas da Síria, teve também como consequência o fim de um acordo que previa a retirada de mais de 4 mil pessoas, metade delas jihadistas do "Estado Islâmico" e da Frente Al Nusra (ala síria da Al Qaeda), do campo de refugiados palestino de Yarmouk e dos bairros vizinhos de Qadam e Hajar al-Aswad.

"A retirada dos combatentes do Daesh [sigla em árabe do EI] e de outros grupos do bairro de Hajar al-Aswad foi suspensa devido à morte de Zahrane Alush", afirmou um militar sírio, salientando que, para este sábado, estava prevista a saída de mais de 1.200 pessoas, entre combatentes e civis.

O comboio com os combatentes do EI e da Frente Al Nusra passaria pela região controlada pelo Jaish al-Islam, que havia se comprometido a garantir uma passagem segura. Pelo acordo, os veículos deveriam levar os membros do EI para Raqqa, a capital de facto do grupo, e os da Frente Al Nusra para Marea. As duas cidades ficam no norte da Síria.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma ONG baseada em Londres, confirmou a suspensão do acordo, ressaltando, porém, que ele não foi anulado.

Apoiado pela Arábia Saudita, o Jaish al-Islam é o grupo oposicionista dominante em Ghouta Oriental, um bastião rebelde ao leste de Damasco e alvo frequente da aviação síria e russa.

AS/lusa/afp/rtr

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