Plano norte-americano de defesa anti-aérea visto com cautela no Leste Europeu | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 11.01.2008
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Mundo

Plano norte-americano de defesa anti-aérea visto com cautela no Leste Europeu

Para viabilizar o sistema de mísseis que planejam na Europa Oriental, os EUA precisam do apoio da Polônia e da República Tcheca. Agora Varsóvia e Praga pretendem combinar uma posição comum nas negociações com Washington.

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Donald Tusk e Mirek Topolanek querem defender posição comum em Washington

Os governos tcheco e polonês anunciaram que não pretendem entrar precipitadamente em acordo com os Estados Unidos quanto ao escudo de defesa anti-aérea que Washington pretende criar no Leste Europeu. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, e o tcheco, Mirek Topolanek, acertaram que vão coordenar suas negociações com o governo norte-americano sobre o escudo de mísseis planejado para a Europa Ocidental. "Qualidade é mais importante que velocidade", declarou Topolanek após uma reunião em Praga, acrescentando que o ideal seria submeter os tratados ao Parlamento após a cúpula da Otan em Bucareste, prevista para abril próximo. Tusk negou que a Polônia estivesse tentando protelar as negociações para depois das eleições presidenciais norte-americanas. "Não estamos tentando nem acelerar nem brecar", declarou o premiê polonês, reiterando que não estaria disposto a aceitar o plano até receber dos EUA garantias de que a segurança da Polônia seja reforçada. Novo governo polonês mais cauteloso com plano Após ter tomado posse, em novembro passado, Tusk se declarou desapontado com o fato de os EUA não terem conseguido romper a oposição russa contra o sistema de mísseis. Varsóvia decidiu negociar diretamente com Moscou sobre as propostas norte-americanas de estacionar dez mísseis na Polônia e uma estação de radar na República Tcheca. Segundo informações de Moscou, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Kislyak, gostaria de conscientizar a Polônia dos "riscos do sistema proposto" e "ajudar a reconhecer os problemas para sua própria segurança estratégica". As autoridades norte-americanas alegam que o sistema protegeria os EUA e seus aliados de possíveis ataquem do Irã, da Coréia do Norte ou de organizações terroristas. Moscou, por sua vez, considera o estacionamento de mísseis norte-americanos na Europa Oriental uma ameaça à segurança russa e uma fonte de desequilíbrio militar na Europa. (jg/sm)

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