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Economia

Planejando juntos

O Banco de Créditos para Reconstrução exige um maior engajamento das empresas alemãs em países emergentes ou em desenvolvimento. A participação direta da população local é uma das premissas a serem seguidas.

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População local deve opinar sobre projetos de ajuda ao desenvolvimento

Desde 1960, o Banco estatal alemão de Créditos para a Reconstrução (KfW) incentiva a cooperação entre grupos empresariais alemães e os chamados países em desenvolvimento. Mais de 50 bilhões de euros fluíram desde então em direção a esses países – isso significa um terço de todos os recursos investidos pelo Estado alemão na ajuda ao desenvolvimento.

Rentável e sustentável

Atualmente, o Banco de Créditos para a Reconstrução participa de mais de 1300 projetos, em cerca de cem países. Apenas no ano de 2002, foram destinados pelo banco 1,3 bilhão de euros aos chamados "emergentes". O trabalho executado concentra-se basicamente em dois setores: o apoio à criação de infra-estrutura social e econômica e a ampliação do setor bancário nos países em que atua. O sucesso dos projetos depende, quase sempre, do grau de envolvimento da população local.

Um bom exemplo aconteceu em Zâmbia. No país africano, foram instalados moinhos de cereais e prensas mecânicas de óleo. Os coordenadores do projeto pretendiam, no início dos anos 80, facilitar as tarefas desempenhadas pelas mulheres que trabalhavam no local.

O Banco de Créditos para Reconstrução investiu um bom volume de recursos, além de mão-de-obra especializada. Resultado: as novas máquinas instaladas foram tomadas pelos homens e às mulheres foram delegadas outras tarefas pesadas. Com isso, ninguém contava. Na Alemanha, não se sabia que, nesta região, qualquer trabalho aliado à tecnologia é considerado estritamente masculino.

Aprendendo através dos erros

Hoje, o caso de Sambia serve de piada entre os funcionários do Banco de Créditos para Reconstrução. Planejar projetos às cegas, sem conhecimento das peculiaridades culturais e das necessidades das pessoas nas regiões onde vivem, é algo que não ocorre mais, garante Babette Stein von Kamienski, diretora de departamento no banco. "Hoje, é super importante que a população local seja envolvida nos projetos desde o começo do planejamento", completa von Kamienski.

Somente assim pode-se conseguir com que as pessoas que virão a desfrutar das melhorias implantadas participem realmente dos processos de gestão. Esta forma de cooperação entre técnicos alemães e população local é, desde os anos 80, a base de todo trabalho realizado pelo Banco de Crédito para a Reconstrução. De acordo com o país e com as características do projeto, a população local é envolvida com maior ou menor intensidade.

Outro exemplo: na Índia, avaliou-se, há alguns anos, um projeto na área de saúde. Tratava-se da criação de postos de saúde, para os quais não havia recursos suficientes. "Perguntamos então à população das aldeias: já que vocês precisam de um posto de saúde, o que vocês acham que deveriam fazer?", conta uma funcionária do banco alemão. As respostas variaram entre "lavar as roupas de cama toda semana", "pintar a casa" e "manter a ordem".

Proveitos também para os governos

Envolver a população local em decisões sobre o desenvolvimento das regiões implica uma certa perda de controle por parte dos governos. No entanto, mesmo nos países em que as decisões são extremamente centralizadas, como na China, existe a possibilidade de questionar a população sobre os projetos de ajuda ao desenvolvimento.

"As administrações locais acabam relaxando, tão logo percebem que podem tirar proveito da situação também", conta Josef Stadlbauer, diretor regional do Banco de Crédito para Reconstrução. "Primeiro, chega-se a uma certa estabilidade social, ou seja, as condições básicas para a população passam por melhorias visíveis. Segundo, melhora-se também a situação dos salários, pois aqueles que receberam ajuda, ganhando melhor, passam a pagar impostos", completa Stadlbauer.

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