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Brasil

Pizzolato tem último recurso rejeitado

Com decisão da Justiça europeia, ex-diretor do BB deverá ser extraditado em breve para o Brasil. Para juízes, país oferece todas as condições para garantir segurança dele num presídio.

A Corte Europeia de Direitos Humanos rejeitou nesta terça-feira (06/10) a última tentativa de recurso do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil (BB) Henrique Pizzolato contra sua extradição para o Brasil.

Com a decisão, Pizzolato poderá deixar a Itália a partir desta quarta-feira, escoltado por policiais federais, para cumprir em Brasília a pena determinada no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão. A data da extradição ainda não está definida.

O ex-diretor foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e sete meses de prisão por lavagem de dinheiro e peculato, mas fugiu para a Itália em setembro de 2013, antes do fim do julgamento, valendo-se da sua dupla cidadania. Ele foi preso em fevereiro de 2014 no país europeu e cumprirá pena na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal.

No recurso protocolado na corte, a defesa de Pizzolato, como nas demais ações contra a extradição, voltou a alegar que os direitos humanos não são respeitados nos presídios brasileiros. O argumento foi usado pela defesa para pedir que o ex-diretor do Banco do Brasil continuasse na Itália.

A extradição foi formalmente autorizada no dia 22 de setembro pelo Conselho de Estado da Itália, após várias decisões da Justiça italiana a favor e contra a extradição. Segundo os juízes que analisaram o caso, existem no Brasil todas as condições para garantir a segurança de Pizzolato em um presídio.

AS/abr

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