Pitadas: Apfelstrudel, o doce que conquistou o Império Austro-Húngaro | Colunas semanais da DW Brasil | DW | 25.06.2016
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Pitadas: Apfelstrudel, o doce que conquistou o Império Austro-Húngaro

Feito de massa fina e crocante e recheado com muita maçã, canela, passas e nozes, o quitute é hoje apreciado sobretudo na Áustria e na Alemanha. Imperatriz teria ajudado a popularizar a receita, relata Luisa Frey.

"Um dia sem strudel é como um céu sem estrelas", teria dito o imperador austríaco Franz Joseph 1º já no século 19. Hoje, alemães e austríacos se orgulham do Apfelstrudel, feito de maçãs e passas quentinhas e com canela, envoltas por uma crosta de massa folhada polvilhada com açúcar de confeiteiro. Servido com sorvete ou calda de baunilha, o quitute ganhou fama mundo afora.

A origem do doce remete inicialmente ao Oriente Médio, onde a massa de strudel surgiu. Passando pelo norte da África, a receita teria sido levada pelos mouros até a Espanha e a França, de onde se espalhou em direção ao norte e ao leste.

Por muito tempo, os húngaros foram especialistas na preparação do strudel. Até mesmo o confeiteiro do famoso Hotel Ritz, em Paris, teria ido a Budapeste pra aprender os segredos da massa. Na primeira metade do século 19, o strudel húngaro se tornou uma especialidade do estabelecimento parisiense.

Depois de passar pelos países dos Bálcãs e pela Hungria, a massa chegou à Viena. A imperatriz Maria Teresa teria contribuído para a aceitação do strudel na sociedade, e o quitute conquistou todo o Império Austro-Húngaro e a culinária internacional.

O Apfelstrudel é provavelmente a variação mais conhecida da receita, mas as possibilidades de recheios são muitas. Podem ser doces – como o Mohnstrudel (recheio de sementes de papoula) – ou salgados – como o Krautstrudel (recheio de repolho).

O segredo do Apfelstrudel é a massa bem fininha e elástica, o que permite que ela seja moldada com facilidade. É claro que você também pode comprar massa folhada pronta. As maçãs devem ser abundantes e suculentas.

Gosto muito do Apfelstrudel justamente por ele não ser muito doce, permitindo sentir bem o gosto da fruta. E nada melhor que algo quentinho servido com sorvete, não? Já comi alguns excelentes na Alemanha, mas nunca vou me esquecer do que provei num café de Salzburgo, nos jardins do castelo de Mirabell.

Eis a receita básica:

Ingredientes

1 gema batida para pincelar

Para a massa

250 g de farinha de trigo

1 pitada de sal

1 ovo

1 colher (chá) de manteiga

Para o recheio

14 maçãs

50 g de passas

100 g de nozes ou amêndoas picadas

6 colheres (sopa) de farinha de rosca

2 colheres (sopa) de manteiga

1-2 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro

1 dose de rum (opcional)

1 colher (chá) de canela em pó

Suco de um limão

Modo de preparo

Peneire a farinha sobre uma superfície de trabalho e adicione, no meio, o ovo, a manteiga, uma pitada de sal e um pouco de água. Misture com as mãos até obter uma massa homogênea. Deixe descansar em temperatura ambiente por cerca de uma hora.

Pré-aqueça o forno a 180°C. Descasque as maçãs, retirando o miolo e as sementes. Pique as frutas em cubos grandes. Esprema um pouco de suco de limão por cima e misturar com as passas e nozes. Se quiser, adicione o rum.

Derreta a manteiga numa frigideira e aqueça rapidamente a farinha de rosca com um pouco do açúcar de confeiteiro e a canela.

Enfarinhe a superfície de trabalho e abrir a massa bem fininha. Passe a mistura de farinha de rosca sobre o terço inferior da massa. Distribua, então, as maçãs por cima desse terço. Enrole a massa, formando uma espécie de rocambole.

Pincele a gema batida sobre o strudel e asse-o, em forma untada, por 40 a 50 minutos, até que fique dourado. Polvilhe com açúcar de confeiteiro e sirva ainda quente com sorvete de creme.

*receita adaptada do site ichkoche.at

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