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Alemanha

Pisa revela crescente desigualdade da Alemanha

Ricos e pobres, leste e oeste, norte e sul... Até na educação já se refletem as desigualdades sociais e regionais que se acentuam na Alemanha. O mais recente estudo Pisa mostra as diferenças da formação escolar no país.

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Dados pouco consoladores para os educadores alemães

O mais recente estudo Pisa sobre a formação escolar na Alemanha revelou que o nível de ensino melhorou um pouco em certas disciplinas nos últimos três anos. No entanto, as discrepâncias regionais e sociais se mantêm praticamente inalteradas.

Bávaros na frente

Os Estados do sul da Alemanha tiveram novamente o melhor desempenho no estudo do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), cujos resultados serão divulgados na íntegra no final de outubro ou começo de novembro. Nas disciplinas de matemática, ciências e leitura e na resolução de problemas, a Baviera deixa os demais Estados para trás, aproximando-se em parte do mais alto nível atingido internacionalmente.

A Saxônia ficou em segundo lugar em matemática e ciências, imediatamente seguida – nestas disciplinas – por Baden-Württemberg, um Estado em que os estudantes demonstraram o segundo melhor desempenho em leitura e compreensão de texto. Berlim e Hamburgo ficaram entre os Estados com menor desempenho. Bremen continua sendo o último do ranking.

Deficiências de leitura

De uma forma geral, o desempenho escolar alemão melhorou nas disciplinas de exatas e biológicas, mas piorou na habilidade essencial de leitura e compreensão de texto. É por isso que muitos educadores são da opinião de que as escolas deveriam dar mais atenção ao entendimento textual, o que provavelmente garantiria maior êxito nas demais disciplinas.

O estudo Pisa analisa não apenas o desempenho escolar, mas também a relação entre ensino e igualdade social. Neste ponto, o resultado alemão ainda é insatisfatório. No primeiro teste Pisa, a Baviera, por exemplo, era o Estado com a seleção social mais drástica. O filho de uma família operária bávara tinha 6,2% menos chances que uma criança de classe alta de freqüentar a escola que habilita o estudante a entrar na universidade. Esta discrepância, nitidamente menor em outros Estados alemães, foi reduzida no último estudo, que atestou aos bávaros alto desempenho e maior equilíbrio social.

Uma Alemanha, duas moedas

Através de um outro estudo, os educadores Klaus Klemm e Rainer Bock, de Essen, comprovaram que as chances de formação escolar qualificada se tornam cada vez menos igualitárias entre os Estados alemães.

A longo prazo, o poder econômico dos Estados leva a uma diferença cada vez mais gritante quanto às verbas investidas em educação. A média anual alemã de investimento em um estudante é de quatro mil e seiscentos euros. Enquanto a Baviera e Baden-Württemberg destinam recursos superiores para este âmbito, Estados como Brandemburgo e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental só investem 85% e 87% da média. Isso se reflete nitidamente nos resultados.

As discrepâncias dentro da Alemanha não se limitam à diferença de nível econômico entre o oeste do país e os Estados da antiga Alemanha Oriental. O estudo Pisa revela que está se acentuando uma linha divisória entre norte e sul.

Por um ensino individualizado

A divulgação dos mais recentes resultados desencadeou um novo debate sobre a necessidade de reformar o ensino alemão. Políticos social-democratas defenderam uma maior cooperação entre Estados e União e uma formação escolar mais individualizada. Um dos argumentos que voltaram à tona, por ocasião da divulgação parcial dos resultados deste teste Pisa, foi o fato de que o sistema educacional alemão se divide cedo demais em diferentes tipos de formação escolar.

O estudo do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, realizado num ritmo de três anos, foi feito pela primeira vez em 2000, a fim de ajudar países interessados a localizar as deficiências de seu sistema educacional. O que se avalia são as competências dos estudantes de 15 anos de idade nas disciplinas de matemática, leitura e ciências. Os alunos também se pronunciam sobre a escola e as aulas. Além disso, o estudo inclui dados sobre a família dos alunos. O Pisa 2003 foi realizado em 41 países; na Alemanha, ele foi executado em 216 escolas, envolvendo 4660 alunos.

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