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Economia

Pirataria em franca expansão

Com uma margem de lucro de 500 a 700%, a falsificação de produtos é um dos negócios mais rentáveis, estando à frente até mesmo do tráfico de drogas. Na Alemanha, quase todos os setores são vítimas do problema.

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DVDs: cópias ilegais e lucros estratosféricos

Hoje, o mercado negro de produtos falsificados perfaz entre cinco a sete por cento de todo o comércio mundial, significando um volume de negócios em torno de 200 a 300 bilhões de euros por ano. Dentro da União Européia, acredita-se que as empresas vítimas da pirataria sofram prejuízos de até 800 milhões de euros. Isso sem mencionar os impostos que deixam de fluir para os caixas do governo e a perda anual de até vinte mil empregos.

Filmes - Os dados, divulgados pela Comissão Européia, comprovam que quase todos os setores da economia alemã são vítimas do problema. No país, são falsificados tênis, roupas, eletrodomésticos, móveis, peças para automóveis, ferramentas, além da pirataria de CDs, DVDs e vídeos em VHS.

Na última quarta-feira (18), a polícia de Hannover apreendeu 16 mil cópias ilegais em DVD de filmes recentes. Alguns deles ainda nem foram lançados no mercado nacional. A locadora onde foi encontrado o material funcionava como ponto de repasse de DVDs copiados ilegalmente em Hong Kong, que deveriam seguir para o Reino Unido.

Rede de vendas - A internet, por sua vez, fornece aos falsificadores um habitat perfeito: anonimato e facilidade nas vendas. Muitas vezes a pirataria começa em depósitos das próprias fábricas mantidos fora da Alemanha.

"Aí pode acontecer que não se controla bem e os funcionários, muitas vezes mal pagos, mantêm o comércio paralelo como segunda fonte de renda", observa Doris Möller, presidente da Associação dos Empresários Alemães Contra a Pirataria de Marcas e Produtos ao diário Kölner Stadtanzeiger.

Em Bruxelas, o problema já é mais que conhecido entre os agentes da UE que tratam da questão. Em 1998, foi fundada até mesmo uma comissão especial para cuidar de problemas causados pela pirataria. Os propósitos são estreitar o controle nas fronteiras externas dos países do bloco, principalmente depois da entrada dos novos membros do Leste Europeu, em 2004.

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