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Mundo

Piada de mau gosto reforça clichês sobre a América do Sul

Entrevista do diretor do Instituto Ibero-Americano em Hamburgo, Klaus Bodemer:

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Argentina de Hoje, de autoria de Klaus Bodemer, Andrea Pagni, Peter Waldmann

DW-Online - O que o senhor acha do desejo manifesto de Schill de emigrar para a América do Sul?

Klaus Bodemer - Esta manifestação nasceu depois da derrota eleitoral. Eu não sei o que ele pensou com isso. Pode ser uma piada de mau gosto. Mas possivelmente ele esconde mais alguma coisas atrás disso. Provavelmente ele acha que poderia conquistar mais partidários lá do que aqui. Mas isto é inteiramente absurdo, porque corresponde a um clichê totalmente fora da realidade.

DW-Online - Schill estaria desinformado sobre a América do Sul, supondo que a região permaneceria dominada por ditaduras militares?

Klaus Bodemer - Talvez não propriamente ditaduras militares, mas regimes ditatoriais. Não sei em que país ele pensou. Possivelmente o Paraguai ou o Uruguai. Mas isto é inteiramente absurdo, sem bases reais. Eu não sei o que um senhor Schill quer na América Latina. Não sei se ele quer virar homem de negócios ou fundar um movimento político. Só sei que com esta piada de mau gosto ele possivelmente reforça os preconceitos que ainda existem contra a América Latina.

DW-Online - Quais os motivos da derrota retumbante do partido de Schill?

Klaus Bodemer - As nossas experiências históricas mostram que cada vez mais movimentos de direita chamam atenção e ganham pontos em eleições municipais e estaduais. Mas a cultura política alemã é tão sedimentada que esses movimentos não têm chance a longo prazo. E, no caso do partido de Shill ainda tem o agravante do seu caráter (de Schill).

DW- Online - O Partido Social Democrata (SPD), do chanceler federal Gerhard Schröder, foi também um grande perdedor da eleição de Hamburgo. O senhor acha que esse desastre eleitoral pode ser uma tendência nacional neste ano com fartura de eleições estaduais?

Klaus Bodemer - Em Hamburgo não foi uma catástrofe. Foi uma mudança democrática. O eleitores disseram "agora nós queremos dar uma chance à CDU (partido do prefeito). Mas é também possível que esta seja uma tendência e não a última derrota do SPD. Eu diria que o resultado foi um recibo para a política de Berlim (reformas socio-econômicas aprovadas pela coalizão federal dos social-democratas e verdes).