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Economia

Piëch nega envolvimento em escândalo de corrupção na Volks

Ex-presidente da Volkswagen diz diante de um tribunal que não sabia dos pagamentos de 'viagens de lazer' a membros do conselho de empresa da montadora alemã.

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Ferdinand Piëch durante o depoimento no Tribunal Regional de Braunschweig

O presidente do conselho de administração da Volkswagen, Ferdinand Piëch, de 70 anos, negou nesta quarta-feira (09/01), diante de um tribunal, ter tido conhecimento dos pagamentos de "viagens de lazer" e de benefícios adicionais a membros do conselho de empresa da montadora alemã quando era presidente do grupo.

"Se isso tivesse chegado aos meus ouvidos, teria investigado e interrompido com veemência", afirmou Piëch diante do Tribunal Regional de Braunschweig. Ele prestou depoimento no julgamento do ex-presidente do conselho de empresa, Klaus Volkert, e do ex-diretor Klaus-Joachim Gebauer, do departamento de recursos humanos. Os dois são acusados de malversação de recursos.

Mas Piëch admitiu que o ex-diretor de recursos humanos da Volkswagen Peter Hartz comentou sobre a possibilidade de pagar um salário de diretor a Volkert pelas funções que este ocupava à frente da comissão que representa os interesses dos trabalhadores da VW. Mas detalhes não teriam sido discutidos.

Amante brasileira

Piëch garantiu ainda nunca ter tido motivos para conferir a conta 1860 da Volkswagen, através da qual foram pagas, entre outras despesas, as viagens particulares de Volkert e da sua amante brasileira. O presidente do conselho de administração disse que há entre 6 mil e 7 mil contas na Volkswagen.

Quanto à amante brasileira de Volkert, que recebeu centenas de milhares de euros da Volkswagen para supostamente fazer um filme publicitário que nunca entregou, Piëch afirmou só ter ouvido falar dela através de boatos, aos quais disse não ter dado importância.

Piëch, que é o atual presidente do conselho de administração da Volkswagen, foi presidente da maior montadora européia entre 1993 e 2002. (as)

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