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Economia

Photokina: revolução digital no laboratório fotográfico

A maior feira européia da indústria fotográfica, realizada em Colônia de 25 a 30 de setembro, apresenta inovações técnicas e de design, dando novo impulso à fotografia digital.

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A câmara Leica Digilux 1, conectada ao telescópio Telefit da empresa alemã Leitz: um das atrações da Photokina

Máquinas fotográficas com revestimento de couro de cobra ou câmaras descartáveis com flash de cinco metros de alcance: apesar do esforço superficial em aumentar a atratividade das câmaras analógicas, a Photokina indica que a prioridade da indústria fotográfica é o desenvolvimento digital. Câmaras com diferentes aplicações de rede e idéias de novas prestações de serviço para fotografia digital deverão atrair grande atenção na feira aberta nesta terça-feira (24), em Colônia.

O boom das câmaras digitais

A Photokina promete impulsionar ainda mais a já crescente demanda por câmaras digitais. Só neste ano, o consumo de máquinas fotográficas na Alemanha bateu o recorde dos últimos dez anos. O setor prevê vender 15% mais do que no ano passado, comercializando 5 milhões de câmaras, das quais 2,4 milhões digitais. Este boom supera até mesmo o registrado na Alemanha logo após a reunificação.

Quanto ao número de câmaras vendidas, as analógicas ainda estão na frente, mas quanto ao faturamento o mercado digital já ultrapassou. Diante deste desenvolvimento, a empresa belgo-alemã Agfa, por exemplo, tirou de seu programa as máquinas fotográficas analógicas e decidiu se concentrar apenas em materiais, técnicas e produtos químicos usados para processar e revelar as imagens, tendo-se tornado o principal conglomerado na produção de filmes fotográficos.

Apesar do surto no uso de câmaras digitais, a tradicional revelação em papel fotográfico ainda não está ameaçada de extinção. As imagens são trabalhadas no computador, mas, de cada dez motivos, pelo menos um costuma ser copiado em laboratórios fotográficos. Na previsão dos laboratórios, as encomendas digitais deverão representar um segmento de 15% do mercado até 2005. Só neste ano, os alemães deverão revelar 180 milhões de filmes e 5,3 bilhões de fotos coloridas.

As facilidades integradas

No catálogo desta Photokina, encontram-se nomes listados até então apenas em feiras de telefonia ou tecnologia de informação. Casio, Samsung, Sony, Hewlett-Packard e Toshiba expõem ao lado de clássicos do setor fotográfico, como Canon, Pentax, Nikon, Olympus e Leitz. Isso indica não apenas uma expansão das atividades das empresas de TI, mas também um maior interesse em experimentos com tecnologia integrada. A Nokia, por exemplo, lança no próximo ano um novo celular com câmara digital e camcorder.

Mesmo diante da onda digital, os grandes nomes da técnica fotográfica mantêm seu prestígio. As câmaras Panasonic, por exemplo, são equipadas com objetivas Leitz; a Sony, por sua vez, aposta no nome Carl Zeiss. No entanto, isso traz poucas vantagens para o mercado de trabalho alemão. Afinal, com exceção da produção de peças óticas de grande precisão, a maior parte dos componentes é produzida na Ásia.

Decadência da cultura de produtos

O comércio especializado tirou grande proveito do boom das câmaras digitais, aumentando seu faturamento anual em 3,8% na Alemanha e 4,8% na Europa. No entanto, tudo indica que as pequenas lojas perderão rapidamente espaço para grandes cadeias. A tendência de transferir a prestação de serviços fotográficos para redes de drogarias e supermercados promete aumentar. Apesar das reclamações sobre a queda de qualidade e a decadência da cultura de produtos, os comerciantes especializados dificilmente poderão conter esta tendência.