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Economia

Philipp Holzmann pede falência

A empreiteira, que emprega 23 mil pessoas em vários países, entrou com pedido de falência, depois de fracassar a última tentativa de salvá-la.

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Maior construtura do país, a Holzmann tem no Deutsche Bank (prédio ao fundo) seu principal credor

A crise da construção civil na Alemanha fez mais uma vítima. A Philipp Holzmann entrou com pedido de falência por insolvência. Nesta quinta-feira (21) esgotou-se o prazo para que os credores chegassem a um acordo sobre um plano de saneamento da empresa. Nesta manhã, um último apelo da sua diretoria, para que dessem uma chance à tradicional empresa, não surtiu efeito.

Três bancos dos 23 credores – Dresdner Bank, Commerzbank e HypoVereinsbank – deram o tiro de misericórdia à maior construtora alemã, ao negar sua assinatura no plano sob coordenação do Deutsche Bank, o maior credor. Os funcionários da empresa fizeram manifestações de protesto no centro bancário de Frankfurt, na frente dos três bancos contrários à operação de salvamento.

Schröder não interveio novamente - "Meu desejo era que as conversações com os bancos tivessem outro desfecho", disse o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, que já interferiu para salvar a Philipp Holzmann, em 1999, quando foi elaborado um primeiro plano, com participação da diretoria e dos funcionários da empreiteira, do governo alemão e dos bancos credores.

Schröder disse sentir muito principalmente porque os trabalhadores fizeram sacrifícios e se dispunham a fazer mais ainda para garantir uma perspectiva. O chefe de governo conclamou todas as partes a salvarem o maior número possível de empregos na construtora e em suas subempreiteiras, durante o processo de insolvência. A Holzmann tem 23 mil funcionários em todo o mundo e atualmente trabalha em 500 canteiros de obras na Alemanha.

Banco e sindicato - O Deutsche Bank também lamentou muito o fracasso de suas tentativas. A maior instituição bancária da Alemanha pôs à disposição mais 50 milhões de euros nos últimos dias. O último capítulo da insolvência está relacionado a um prejuízo de 237 milhões de euros no balancete do ano passado.

O sindicato dos trabalhadores da construção civil IG Bau criticou a atitude dos três bancos. O prejuízo com um processo de insolvência seria cinco vezes superior ao necessário para o plano de saneamento, disse seu presidente, Ernst-Ludwig Laux, membro do conselho administrativo da empresa.

"A diretoria, o conselho administrativo, mas também os bancos credores teriam que responder porque observaram, inertes, como prosseguia o endividamento da empreiteira", escreve o diário Kölner Stadt-Anzeiger, comentando o desastre. Os bancos, segundo ele, seriam os maiores culpados, por não haver concretizado uma parte do primeiro plano de saneamento, ou seja, a venda dos imóveis da Holzmann.

A crise da construção - A notícia da falência da empresa trouxe novamente à tona a difícil situação no setor da construção civil, que conta, este ano, com a perda de mais 50 mil empregos. "Há capacidades excedentes no mercado, embora tenhamos reduzido 100 mil empregos no ano passado", expôs Michael Knipper, diretor executivo da Federação Alemã das Empresas de Construção Civil. Desde 1995, o setor perdeu meio milhão de postos de trabalho. Atualmente, ele emprega 940 mil pessoas.