1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Peters eleito, mas com puxão de orelha

Candidato único confirmado para presidência do sindicato leva apenas 66% dos votos. Moderado Berthold Huber eleito vice. Congresso do IG Metall em Frankfurt foi marcado pelas críticas à fracassada greve no Leste.

default

Jürgen Peters comemora com seu vice, Huber

Os votos recebidos – 391 de 592 delegados – são uma clara advertência ao ex-vice, agora presidente, responsabilizado pelo maior fracasso na história do sindicato, quando teve de ser cancelada a greve pela equiparação da jornada de 35 horas semanais aos trabalhadores do Leste alemão.

Trata-se do pior resultado em 40 anos na votação a um presidente do sindicato que representa 2,5 milhões de filiados. Só para comparação: o presidente anterior, Klaus Zwickel, havia sido confirmado por 87% dos delegados. Jürgen Peters, de 59 anos, terá ao seu lado Berthold Huber, um sindicalista voltado para o consenso e mais aberto a reformas, eleito com 67% dos votos.

Homem de convicção

Após a eleição, Peters disse tratar-se de um resultado honesto, em vista da polêmica das últimas semanas. Ele prometeu esforços para não desiludir quem confiou nele e, ao mesmo tempo, conquistar a simpatia dos que não votaram nele.

O novo presidente do sindicato dos metalúrgicos, nascido em 1944 na Alta Silésia (atual Polônia), é tido por críticos como um "cabeça dura", mas apreciado por muitos por ser um homem de convicção e senso de realismo. "Um dogmatista com tendência para ações pragmáticas", foi como o descreveu, há alguns anos, o Süddeutsche Zeitung.

Longa carreira de sindicalista

Pouco depois do nascimento de Peters, a família precisou deixar a pátria e estabeleceu-se finalmente em Hanôver, onde ele fez um aprendizado de serralheiro mecânico na empresa Hanomag, na qual trabalhou em seguida durante quatro anos. Ainda adolescente, ingressou para o sindicato dos metalúrgicos.

Desistiu de estudar engenharia, dando preferência a uma carreira no sindicato, inicialmente como docente na academia da organização. A partir de 1976, dirigiu o escritório regional do IG Metall em Düsseldorf, época em que acompanhou todas as crises na indústria siderúrgica na região do Ruhr. Desde então, atribui grande valor à garantia dos postos de trabalho. Em 1988, retornou a Hanôver, onde se tornou diretor regional.

Participação em reformas importantes

Uma das obras de Peters é o chamado "modelo hanoverano", que entrou para a história dos sindicatos: um acordo-piloto em que os empregadores garantiam por cinco anos (de 1996 a 2001) o pagamento de 100% do salário em caso de doença, em troca de uma redução do bônus de Natal, de 60% para 55%.

Quando o então vice-presidente dos metalúrgicos, Walter Riester, assumiu o cargo de ministro do Trabalho e Assuntos Sociais do governo Schröder, em setembro de 1998, Peters foi eleito seu substituto, contra a vontade do presidente Klaus Zwickel. Acordos salariais inovadores, como o que estabeleceu a jornada semanal de quatro dias na Volkswagen, em 1994 — que contribuiu para salvar milhares de empregos —, foram negociados na gestão de Peters, responsável por este setor dentro da diretoria.

Leia mais