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Economia

Pessoal de cabine da Lufthansa anuncia nova paralisação

Greve de tripulantes da maior companhia aérea alemã atingiu cerca de 43 mil passageiros nos aeroportos de Frankfurt, Munique e Berlim. Para a próxima sexta-feira, sindicato anuncia nova paralisação de 24 horas.

A organização sindical independente do pessoal de cabine da Alemanha, UFO (Unabhängige Flugbegleiter Organisation), anunciou uma escalada de greves e conclamou para a próxima sexta-feira (07/09) nova paralisação de 24 horas dos tripulantes da Lufthansa, caso a companhia não ceda às exigências de seus comissários de bordo e aeromoças.

Quase 350 voos da Lufthansa foram cancelados nos aeroportos alemães

Quase 350 voos da Lufthansa foram cancelados nos aeroportos alemães

O presidente da UFO, Nicoley Baublies, anunciou um paralisação da 0h às 24h, que deverá atingir os aeroportos de Frankfurt, Berlim, Hamburgo, Düsseldorf, Stuttgart e Munique. A razão seria a posição inflexível da companhia, que não apresentou nenhuma nova proposta de negociação.

Nesta terça-feira, a Lufthansa criticou duramente a tática de paralisação gradual do sindicato UFO. "Isso não tem mais nada a ver com alfinetadas, (...) trata-se, antes, de um tapa na nuca ou um soco na cara dos nossos clientes. Aqui, um sindicato faz greve contra os clientes. E isso não pode ser", declarou o porta-voz da Lufthansa, Klaus Walther.

Voos cancelados

Nesta terça-feira, a greve dos tripulantes da maior companhia aérea alemã atingiu cerca de 43 mil passageiros nos aeroportos de Frankfurt, Munique e Berlim, informou a empresa. Quase 350 voos tiveram de ser cancelados.

A organização UFO havia conclamado aeromoças e comissários de bordo a cruzarem os braços a partir das primeiras horas da manhã. No início da tarde, os tripulantes da Lufthansa reiniciavam suas atividades em Frankfurt e Berlim, e o funcionamento regressava lentamente ao normal. Às 13h (hora local), os colegas de Munique iniciavam sua greve, que deverá se estender até a meia-noite.

No primeiro dia da greve, em 31 de agosto último, a Lufthansa falou de 26 mil passageiros prejudicados e 190 voos cancelados. Desta vez, foram cancelados em Berlim 15 dos 39 voos da Lufthansa; em Frankfurt, a greve atingiu 217 voos, entre eles, 16 de longa distância. Em Munique, um quarto das 450 partidas e aterrissagens foi suspenso.

A Lufthansa conta que também na quarta-feira alguns voos serão prejudicados, até a situação se normalizar nos aeroportos alemães. Após o segundo dia de greve, não há um fim do conflito tarifário à vista. O negociador da UFO, Dirk Vogelsang, afirma não ter observado "nenhuma propensão a ceder", por parte dos empregadores "No momento, a situação parece estar muito complicada", declarou à agência de notícias AFP.

Após 13 meses de contínuas negociações e três anos sem aumento, o sindicato exige um acréscimo de 5% nos salários, o fim do trabalho terceirizado e a proteção contra a realocação de postos de trabalho. A Lufthansa, por outro lado, planeja economizar no setor de pessoal. A empresa ofereceu aos seus comissários de bordo e aeromoças um aumento de salário de 3,5%, a longo prazo.

Passageiros divididos entre indignação e compreensão

Passageiros divididos entre indignação e compreensão

Indignados e compreensivos

Nas filas de espera nos aeroportos, o humor dos passageiros variava entre indignação frente aos grevistas e compreensão por suas exigências. "Quando alguém passa três anos sem receber um aumento, então está na hora de fazer greve", comentou um passageiro que esperava por seu voo em Berlim.

Já outro passageiro no mesmo aeroporto disse considerar ainda confortável a situação dos empregados da Lufthansa. Ele espera que os funcionários olhem mais longe e considerem as consequências de seus atos.

CA/dpa/dapd/afp
Revisão: Augusto Valente

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