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Mundo

Pesquisas indicam vitória apertada para "não" à independência da Escócia

Às vésperas do referendo, "sim" ganhou terreno, mas defensores da permanência do país no Reino Unido lideram com ligeira vantagem de 4 pontos percentuais. Ainda há, porém, até 14% de indecisos.

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Marcha contra a independência da Escócia em Edimburgo

Pesquisas de opinião feitas às vésperas de um referendo histórico para a Escócia sugerem que a independência do país pode ser rejeitada por uma margem apertada de votos. Resultados divulgados na noite desta terça-feira (16/09) indicam uma vantagem de 4 pontos percentuais para os defensores da permanência no Reino Unido.

Apesar de um aumento significativo das intenções de votos a favor de uma Escócia independente, o "não" deverá vencer por 52% a 48%, de acordo com três pesquisas reveladas nesta terça. Isso, porém, se não forem considerados os indecisos: de 8% a 14% dos 4,3 milhões de eleitores.

Em carta aberta à população, o primeiro-ministro da Escócia e líder do pró-independência Partido Nacional Escocês (SNP), Alex Salmond, fez um apelo para que o povo escocês aproveite essa chance histórica de pôr um fim à união de 307 anos.

"Acordem na sexta-feira [dia do referendo] de manhã para o primeiro dia de um país melhor. Acordem sabendo que vocês fizeram isso, que vocês fizeram acontecer", disse o premiê. "Não deixem essa oportunidade escorrer pelos dedos. Não deixem que eles digam que não podemos."

Diante da maior ameaça interna para o Reino Unido desde que a Irlanda conseguiu sua independência, há quase um século, o governo britânico reuniu esforços para implorar aos escoceses pela continuidade da união. Os governantes prometeram garantir à Escócia altos níveis de financiamento estatal e conceder aos escoceses maior controle sobre as finanças do país.

Nesta quarta-feira, defensores do "sim" e do "não" devem aproveitar o último dia antes da votação para conquistar o apoio dos indecisos com comícios no centro de Glasgow.

IP/afp/rtr

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