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Alemanha

Pesquisadores alemães desenvolvem "mão cibernética"

Alemanha confirma liderança no desenvolvimento de próteses conectadas ao sistema nervoso. "Mão cibernética" capta sensações do tato e pode ser uma ajuda para cegos.

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Prótese futurística desenvolvida pelo Instituto Fraunhofer

Pesquisadores alemães do Instituto Fraunhofer para Tecnologia Biomédica (IBMT) de St. Ingbert, perto de Saabrücken (Estado do Sarre), desenvolveram uma prótese de mão capaz de transmitir impressões táteis ao cérebro

A "mão cibernética", como é chamada, tem o aspecto de robô. O portador da prótese futurística pode sentir as pontas dos dedos, seja no frio ou no calor. O truque usado pelos cientistas é uma conexão homem-máquina.

Por transmissão telemétrica

Os cirurgiões unem as fibras nervosas intactas do braço amputado a eletrodos. Através dessa comunicação, o portador da prótese adquire a sensação de ter uma mão natural.

Os pesquisadores ilustram essa comunicação com o seguinte exemplo: "Se você deseja uma xícara de café, o cérebro envia um impulso nervoso que é recebido por um eletrodo. Este, por sua vez, o transmite telemetricamente à prótese que então executa a ordem de pegar a xícara".

A diferença em relação às próteses convencionais é a fixação de eletrodos sob a pele. Até agora, os eletrodos eram aderidos à superfície e aos músculos, com a desvantagem de que os músculos mais profundos não recebiam nenhum impulso. Os eletrodos fixados na superfície têm também o problema de deslizar facilmente.

Segundo Klaus Peter Koch, coordenador do Grupo de Neuroprótese do IBMT, “com a ajuda de sensores biométricos se consegue um acoplamento de reação que permite, em parte, sentir sensações do membro em falta, como temperatura ou pressão”. Tudo isto acontece em questão de segundos. Os nervos restantes agem como uma central motora e receptora de sentidos.

Com a ajuda de micros condutores

Nerv Sieb EU-Projekt Cyberhand am Fraunhofer Institute for Biomedical Engineering Department Medical Engineering and Neuroprosthetics

Conexão entre nervo e eletrodo, em testes com ratos

O cérebro tem que adaptar-se à nova situação que, segundo Koch, não é nenhum problema. “Como unidade central de processamento, o cérebro humano é extremamente capaz. Um treinamento acelera o aprendizado.”

Os especialistas crêem que, em cinco anos, a utilização de uma mão cibernética será normal. Nesse tempo, a “máquina” será submetida a mais testes de alta sensibilidade.

A aceitação do material biológico usado para a fabricação da "mão cibernética" ainda precisa ser aperfeiçoado. Em animais, até agora não houve rejeição. Embora a platina seja um bom material, com tempo sua solidez destrói o tecido nervoso.

Os pesquisadores alemães apostam numa solução-sanduíche, usando faixas de platina da espessura de 400 nanometros, recobertos de poliamida. Só os pontos de contato entre o nervo e a platina ficam livres do plástico.

A "mão cibernética" foi desenvolvida no âmbito de um projeto de pesquisa da União Européia, do qual participam aindas instituições científicas da Espanha, Itália e Dinamarca. A tecnologia da prótese poderia, por exemplo, ser usada para devolver parcialmente a visão a cegos.

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