1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Pesquisa revela que 40% dos desempregados alemães não querem voltar à ativa

Por razões diversas, quase metade dos desempregados do país não estão interessados em conseguir um novo trabalho. Boa parte deles já passou dos 58 e pretende apenas esperar pela aposentadoria.

default

Desempregados fazem fila na porta da Agência do Departamento de Trabalho, em Berlim

O Instituto de Pesquisa Profissional e Mercadológica, subordinado ao Ministério alemão do Trabalho, divulgou na última segunda-feira os resultados de uma pesquisa realizada com os desempregados do país. Os pesquisadores concluíram que 40% dos entrevistados, por razões diversas, não têm interesse em conseguir um novo posto de trabalho.

Parte desse contingente já passa dos 58 anos e pretende esperar pela aposentadoria sem voltar à ativa. Alguns não querem trabalhar novamente por razões ligadas à situação familiar e outros têm um determinado emprego em vista. Segundo o ministro alemão do Trabalho, Walter Riester, "a pesquisa aponta as pessoas que, por razões objetivamente compreensíveis, não têm interesse em encontrar um novo emprego".

Perda de tempo – O objetivo da pesquisa coordenada pelos órgãos federais é fazer com que os postos oficiais de atendimento a desempregados não "percam mais tempo" oferecendo novas possibilidades aos que, de qualquer forma, não têm interesse em voltar a trabalhar.

"Se pessoas de 58 anos, por exemplo, estão apenas esperando pela aposentadoria, elas podem, a partir de agora, dizer abertamente aos funcionários das agências do Departamento do Trabalho. Assim, pode-se saber com exatidão que não faz sentido algum oferecer novos empregos a elas", explica Riester. Para o ministro, é proveitoso aos cofres do Estado ter em mãos uma estatística exata de quantas pessoas no país necessitam realmente da ajuda de instituições públicas na busca de um novo emprego.

Culto à juventude – O presidente do Departamento Federal do Trabalho, Bernhard Jagoda, anunciou que uma das causas do desemprego no país é o culto à juventude, desenvolvido nos últimos anos pelo empresariado alemão. "Eu envio um apelo às empresas: sejam flexíveis na hora de contratar novos funcionários. Nós temos que dar um fim ao que acontece no país desde 1990: as pessoas precisam parar de dizer, a partir dos 50 anos, que vão parando de trabalhar para dar lugar aos mais jovens. Nós não devemos começar com isso exatamente no momento em que o país tem tão poucos jovens", alertou Jagoda.

Erros do Passado – O Secretário do Trabalho do estado da Renânia do Norte-Vestfália, Harald Schartau, exigiu do governo federal, em entrevista à revista Stern, "uma mudança no sistema do seguro-desemprego" do país. "No passado, os políticos pensaram que estavam fazendo um favor aos desempregados ao oferecerem dinheiro do Estado por muito tempo. Isso foi um investimento errado", afirmou Schartau. O dinheiro, segundo o Secretário, poderia ter sido melhor investido na qualidade dos serviços de intermediação de novos empregos.

Schartau, que é ao mesmo tempo presidente do Partido Social Democrático (SPD) em seu estado, defende "a assinatura de um contrato das agências do Departamento do Trabalho com os desempregados a partir do primeiro dia de desemprego".

Neste contrato, devem estar descritos os passos exatos a serem seguidos em direção a uma volta à vida ativa. "Somente quando este documento estiver assinado e o desempregado estiver envolvido na busca de um novo trabalho, é que vai haver ajuda financeira do Estado. Dinheiro simplesmente – isso, brevemente, não deve existir mais", conclui Schartau.