Pesquisa aponta empate em eleição britânica | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 05.05.2015
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Mundo

Pesquisa aponta empate em eleição britânica

A dois dias do pleito geral no Reino Unido, partidos do premiê David Cameron e do líder oposicionista Ed Miliband mantêm disputa acirrada. Nenhuma legenda deve conseguir formar maioria no Parlamento.

Em pesquisa realizada pelo instituto Populus e publicada nesta terça-feira (05/05), o Partido Conservador, do primeiro-ministro britânico, David Cameron, aparece empatado com o Partido Trabalhista, de oposição. A eleição geral no Reino Unido ocorre nesta quinta-feira e é considerada a mais acirrada em duas décadas.

Segundo a pesquisa, conservadores e trabalhistas subiram um ponto cada, ambos para 34%, em comparação com a última sondagem do mesmo instituto, divulgada em primeiro de maio. As pesquisas sugerem também que nenhum partido deve obter maioria absoluta de assentos na Câmara dos Deputados.

O apoio ao partido Ukip, populista de direita eurocético, caiu dois pontos e soma agora 13% das intenções de votos, enquanto os liberal-democratas, parceiros minoritários dos conservadores na atual coalizão governista, subiram um ponto, para 10%.

Nenhum dos partidos no páreo conseguiu conquistar liderança sólida e estável nas pesquisas de intenção de votos. A maioria dos eleitores já conta com um Parlamento dividido, resultando em semanas de barganhas políticas. Há advertências sobre uma possível desaceleração da economia, caso as negociações de coalizão se estendam demasiadamente.

Paira, além disso, a perspectiva de os britânicos se retirarem da União Europeia. Essa probabilidade aumentou com a promessa do primeiro-ministro conservador, David Cameron, de realizar um referendo a respeito em 2017, caso reeleito.

Embora o resultado das eleições ainda seja uma grande incógnita, alguns empresários e banqueiros já se posicionaram claramente quanto a seu desfecho preferido. A maioria dos acionistas mais ricos do Reino Unido é contra um referendo sobre a permanência britânica na UE, mas eles tampouco se sentem seguros com um governo trabalhista que, receiam, vai eliminar os bônus dos banqueiros e aumentar as taxas de imposto de renda para os ricos.

PV/rtr/dw/efe

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