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Mundo

Pesquisa aponta empate em eleição britânica

A dois dias do pleito geral no Reino Unido, partidos do premiê David Cameron e do líder oposicionista Ed Miliband mantêm disputa acirrada. Nenhuma legenda deve conseguir formar maioria no Parlamento.

Em pesquisa realizada pelo instituto Populus e publicada nesta terça-feira (05/05), o Partido Conservador, do primeiro-ministro britânico, David Cameron, aparece empatado com o

Partido Trabalhista, de oposição

. A eleição geral no Reino Unido ocorre nesta quinta-feira e é considerada a mais acirrada em duas décadas.

Segundo a pesquisa, conservadores e trabalhistas subiram um ponto cada, ambos para 34%, em comparação com a última sondagem do mesmo instituto, divulgada em primeiro de maio. As pesquisas sugerem também que nenhum partido deve obter maioria absoluta de assentos na Câmara dos Deputados.

O apoio ao partido Ukip, populista de direita eurocético, caiu dois pontos e soma agora 13% das intenções de votos, enquanto os liberal-democratas, parceiros minoritários dos conservadores na atual coalizão governista, subiram um ponto, para 10%.

Nenhum dos partidos no páreo conseguiu conquistar liderança sólida e estável nas pesquisas de intenção de votos. A maioria dos eleitores já conta com um Parlamento dividido, resultando em semanas de barganhas políticas. Há advertências sobre uma possível

desaceleração da economia

, caso as negociações de coalizão se estendam demasiadamente.

Paira, além disso, a perspectiva de os britânicos se retirarem da União Europeia. Essa probabilidade aumentou com a promessa do primeiro-ministro conservador, David Cameron, de realizar um referendo a respeito em 2017, caso reeleito.

Embora o resultado das eleições ainda seja uma grande incógnita, alguns empresários e banqueiros já se posicionaram claramente quanto a seu desfecho preferido. A maioria dos acionistas mais ricos do Reino Unido é contra um referendo sobre a permanência britânica na UE, mas eles tampouco se sentem seguros com um governo trabalhista que, receiam, vai eliminar os bônus dos banqueiros e aumentar as taxas de imposto de renda para os ricos.

PV/rtr/dw/efe

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