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Economia

Perspectivas sombrias para os bancos europeus

A agência internacional de análise de risco Fitch Ratings alertou para as dificuldades do setor bancário europeu. Veja os problemas e as perspectivas.

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Agência do Deutsche Bank na Polônia

Apesar das dificuldades, não se pode falar ainda de uma crise. Os bancos têm ativos suficientes para absorver a queda da conjuntura, neste final de 2002 e em 2003.

Após ter atingido as grandes empresas, a fraqueza conjuntural começa a ameaçar cada vez mais as empresas médias, refletindo-se portanto no resultado dos grandes bancos.

As instituições bancárias européias foram afetadas por vários fatores: a alta do custo de risco, a dívida dos países emergentes, principalmente da América do Sul, e a baixa das bolsas de valores, que repercutiu tanto nos setores de seguros bancários, bancos privados e gestão de ativos, como também nos títulos detidos pelos bancos.

Apenas o crédito ao consumo permaneceu estável, segundo Alison Le Bras, diretora do setor financeiro da agência Fitch. Por isso, os bancos que estão mais envolvidos com o comércio varejista, como os franceses, espanhóis e britânicos, são os que terão melhor desempenho.

Bancos alemães

Os bancos alemães constituem um caso à parte, pois eles têm de passar primeiro por um processo de completa reestruturação. No segundo semestre de 2002, a Fitch rebaixou os ratings de todos os grandes grupos bancários europeus, principalmente os alemães.

No dia 26 de novembro, por exemplo, o grupo Allianz foi rebaixado do rating AA para A+ e o Dresdner Bank de C/D para D (watch negative). Em meados de novembro, o grupo Allianz registrou um prejuízo de 2,5 bilhões de euros, que se refletiu negativamente sobre o Dresdner Bank.

O Deutsche Bank, o maior da Alemanha, teve um prejuízo de 181 milhões de euros no terceiro trimestre, o que representa uma queda de 2,4 bilhões de euros em relação ao trimestre anterior.

As dificuldades não constituem entretanto uma ameaça ao sistema bancário alemão, ressaltou nesta sexta-feira (29/11) Ernst Welteke, presidente do Banco Central Alemão.

Todos os bancos têm problemas de crédito, pois estavam envolvidos com grandes empresas que faliram, como por exemplo a construtora Holzmann e o grupo de mídia Kirch.

Mas não há motivo para alarme, ressaltou Welteke, pois as instituições bancárias alemães estão em processo de consolidação. As caixas econômicas, por exemplo, deverão intensificar sua cooperação e, possivelmente, fundir-se com os bancos estaduais.

Perspectivas

Os bancos alemães, juntamente com os italianos, são os que enfrentarão maiores dificuldades nos próximos meses, segundo a previsão da Fitch. A situação será mais favorável para os bancos espanhóis e britânicos; os bancos franceses estão dentro da média.

As diferenças entre os bancos mais fortes e os bancos mais fracos se acentuará em 2003, estima a agência Fitch. Os três bancos com perspectivas positivas são o francês Crédit Lyonnais, o escocês Royal Bank of Scotland e o belga Fortis Bank.

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