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Economia

Perspectivas desanimadoras para a economia alemã

Relatório demonstra enfraquecimento econômico na Alemanha. Diante de modestas esperanças para o mercado de trabalho, políticos esbravejam contra o capitalismo.

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Ministro Clement e a taxa de desemprego

Os seis mais importantes institutos econômicos da Alemanha reduziram drasticamente seus prognósticos para a economia nacional: em 2005, eles esperam um crescimento de apenas 0,7%, após 1,6% em 2004. Em seu relatório do segundo semestre do ano passado, economistas ainda calculavam um crescimento de 1,5%, nível que, segundo eles, só poderá ser alcançado em 2006.

"A economia alemã passa por um momento de fraqueza. A recuperação, que foi extraordinariamente marcante no primeiro semestre de 2004, está paralisada", atestaram os institutos em comunicado.

"Os indicadores de confiança sugerem que a economia ainda não alcançou o fundo e as expectativas dos empresários continuam apontando para baixo." A conclusão do relatório sobre a saúde da maior economia européia é que sua recuperação foi interrompida.

Menos desempregados

Uma notícia positiva do relatório é que o desemprego no país deverá diminuir, com a média do ano permanecendo em 4.844.000, após haver superado a marca de cinco milhões no início deste ano. Para o próximo ano, os institutos econômicos prevêem uma média de 4.518.000 desempregados, pois a dinâmica de crescimento ainda é muito débil para proporcionar uma melhoria rápida e abrangente do mercado de trabalho.

Confirmando as expectativas do ministro da Economia, Wolfgang Clement, o relatório prevê uma nova recuperação da conjuntura no segundo semestre de 2005. As reformas do mercado de trabalho deverão vingar gradualmente e o desemprego recuará a partir da metade do ano.

Capitalismo selvagem é grande mal

Enquanto a prática da economia alemã se revela bastante desalentadora, os políticos vêm fazendo uma série de críticas à atual mentalidade capitalista. Falando à revista econômica austríaca trend, o ex-secretário-geral da conservadora União Democrata Cristã (CDU), Heiner Geissler, classificou como "anarco-capitalismo" a prática dos conglomerados multinacionais.

"Essas empresas podem agir tão livremente quanto a Máfia, os narcotraficantes, os terroristas. O capitalismo é tão errado quanto o comunismo. No momento, a ideologia dominante é esse 'anarco-capitalismo', esse capitalismo dos primeiros tempos, que ressuscitou", esbravejou o democrata-cristão.

Geissler evoca o exemplo do Deutsche Bank: "Devido à elevação dos lucros sobre capital a 25%, coloca-se em jogo a existência de seis mil pessoas. Um sistema econômico no qual o valor na Bolsa aumenta em proporção ao número de pessoas despedidas é profundamente imoral. E também economicamente errado."

Surpreendentemente, o ex-secretário de partido ecoou as palavras de seu antagonista político Franz Müntefering, presidente do Partido Social Democrata (SPD). Há uma semana ele acusou o empresariado de falta de solidariedade, lembrando que "o poder do capital também implica responsabilidade social".

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