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Alemanha

Peritos discutem futuro do aquecimento global

Encontro sobre mudanças climáticas reúne especialistas de 189 países em Bonn. Alemanha preocupada com medidas que devem ir além do Protocolo de Kyoto.

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Degelo, uma das ameaças ao futuro

O ministro alemão do Meio Ambiente, Jürgen Trittin, pediu mais medidas internacionais para a proteção do clima. "O processo iniciado com o Protocolo de Kyoto deve ter continuidade também após o ano 2012", disse no Seminário sobre Mudanças Climáticas, que terminou em Bonn, nesta terça-feira (17/05).

Durante dois dias, especialistas de 189 países trocaram informações e começaram a definir uma posição comum em relação às ações necessárias para frear a mudança climática global. Eles também iniciaram os preparativos para a próxima Conferência do Clima, em dezembro deste ano, em Montreal, no Canadá.

A Comissão Executiva da União Européia aproveitou o encontro em Bonn para apresentar o programa europeu sobre a mudança climática, que inclui o sistema de comércio de direitos de emissões de gases contaminadores – também conhecido por "comércio de carbono".

O plano apresentado está em vigor desde 1º de janeiro de 2005, para que os países-membros possam cumprir os compromissos do Protocolo de Kyoto, que os obriga a reduzir, em relação a 1990, suas emissões em 5,2% para o período entre 2008 e 2012.

A UE não apresentou propostas para um regime pós-2012 que substitua o Protocolo, ainda que tenha a intenção de manter intercâmbio de idéias com as outras partes, informaram representantes do bloco.

Alemanha quer medidas "além Kyoto"

Tritin spricht auf Parteitag

Trittin pede mais avanços na política de proteção ao clima

O ministro alemão do Meio Ambiente, Jürgen Trittin, afirmou que, para proteger o clima, são necessárias medidas com um prazo de validade superior ao calendário do Protocolo de Kyoto, limitado até 2012.

"Se não continuarmos o processo do clima, as medidas que começarem agora não terão futuro depois de 2012", argumentou Trittin durante a inauguração da conferência.

O ministro e a secretária executiva da Convenção Marco da ONU para a Mudança Climática, Joke Waller-Hunter, chamaram a atenção para a necessidade de a comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, chegar a um acordo sobre medidas comuns em relação à proteção do clima.

O Protocolo de Kyoto só constitui o primeiro passo de um processo mais ambicioso, de acordo com Trittin. A idéia, para ele, é fazer de tudo para evitar que a temperatura global aumente dois graus centígrados em relação à era pré-industrial.

Mundo em risco

"Atualmente já se registra um aumento de 0,7 graus, e a partir de um aquecimento de dois graus a probabilidade de danos imensos e irreparáveis irá aumentar", advertiu o ministro.

"Se não frearmos o aquecimento, nos arriscamos a ter um mundo sem a floresta da Amazônia, sem a capa de gelo da Groelândia e sem a Corrente do Golfo", emendou. Ele acredita que, para evitar uma catástrofe de tal porte, é preciso reduzir pela metade, antes de meados do século, os gases de efeito estufa, e que isso deve ser feito também pelos países emergentes e em desenvolvimento.

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