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Mundo

Peritos apontam falhas no combate ao terrorismo

As autoridades de segurança da Alemanha não estão preparadas para os desafios e os perigos do terrorismo internacional, segundo um relatório divulgado em Berlim, nesta segunda-feira (8).

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Procurador-geral da República, Kay Nehm, concorda que há falhas nas estruturas alemãs de segurança

Por causa das estruturas federativas e de falhas na comunicação entre os serviços secretos e a polícias não é possível criar uma proteção eficiente contra o terrorismo islâmico, diz a análise feita para a Fundação Bertelsmann, em Gütersloh, por Eckhart Werthebach, ex-presidente do Departamento Federal de Proteção da Constituição..

Em virtude das falhas apontadas pelos peritos na luta antiterror, Werthebach exigiu a nomeação de um conselheiro do governo federal e a criação de uma central de dados sobre o terrorismo islâmico. O relatório que ele apresentou confirma, em parte, as críticas do governo dos Estados Unidos às investigações de supostos terroristas na Alemanha. Depois de 11 de setembro a comunidade islâmica no país, estimada em três milhões de pessoas, está na mira da espionagem alemã.

Na opinião de Werthebach, existem falhas gritantes na comunicação entre os diversos serviços secretos estaduais e os órgãos de proteção policial do Estado, assim como entre as autoridades entre si. O resultado disso seriam erros de avaliação e relatórios incompletos e distantes da situação real. Como exemplo, ele citou os serviços secretos estaduais, cujos conhecimentos isolados são tratados, com freqüência, apenas como casos de suspeita, em vez de serem intercambiados ou submetidos a uma avaliação central.

Tais falhas seriam agravadas mais ainda pela falta de comparação com os dados das polícias federal e de fronteira, com o Serviço de Proteção Militar ou com a polícia alfandegária. Daí a necessidade de nomeação de um conselheiro, ligado diretamente ao presidente do Departamento Federal de Polícia ou ao Ministério do Interior, para coordenar os trabalhos de investigação do serviço secreto externo – Bundesnachrichtendienst (BND) – dos serviços secretos estaduais e da Polícia Federal, segundo Werthebach.

O procurador-geral da República da Alemanha, Kau Nehm, e o presidente do BND, August Han, apoiaram as propostas que Werthebach defendeu no seminário em Berlim, segundo a Bertelsmann. Os peritos desta fundação integram a Task Force, criada logo depois de 11 de setembro. Sob a direção do catedrático Werner Weidenfeld, a Task Force deverá fazer uma análise das estruturas de segurança e recomendações para a luta contra o terrorismo na Alemanha.