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Economia

Perito vê o euro em paridade com o dólar americano

O diretor do Instituto de Pesquisa Econômica (Ifo) prevê a paridade entre o euro e o dólar, antes do final do corrente ano.

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Para Hans-Werner Sinn, a paridade é a cotação natural entre o euro e o dólar

Nesta terça-feira (04/06), o euro foi cotado a 0,9435 dólar (cotação de referência do Banco Central Europeu). Com isto, o dólar equivale a 1,0599 euro. A moeda única européia atingiu assim a sua mais alta cotação desde janeiro de 2001.

Para o economista Hans-Werner Sinn, diretor do Instituto de Pesquisa Econômica (Ifo) de Munique, o euro deverá alcançar uma cotação ao par com o dólar americano, antes do final do corrente ano. Em entrevista concedida à agência de notícias Reuters, Hans-Werner Sinn afirmou que "o euro continuará subindo e poderá, sem problemas, chegar à cotação de um dólar até o final do ano".

Segundo Sinn, a paridade com o dólar é a cotação correta da moeda única européia, a longo prazo. Para os exportadores, isto pode representar preocupação, mas a atual alta na cotação do euro já foi levada em conta nos prognósticos de evolução da conjuntura econômica européia. "Além disto, a maior parte do comércio exterior é efetuada entre os próprios países da zona do euro e não depende assim das oscilações cambiais", afirmou o diretor do Ifo.

Alemanha em recuperação

Hans-Werner Sinn mostra-se otimista com a evolução conjuntural na Alemanha. Principalmente o comércio com a França se desenvolve de forma satisfatória, afirma. Também outros indicadores justificam o prognóstico de uma recuperação moderada da conjuntura alemã. No primeiro trimestre do ano, o PIB (Produto Interno Bruto) da Alemanha teve um aumento de 0,2% em relação ao último trimestre do ano passado. Para o ano de 2002, Sinn prevê um crescimento econômico entre 0,6 e 0,9% para a Alemanha.

O diretor do Ifo advertiu, contudo, para eventuais resultados negativos à evolução da conjuntura alemã, caso o setor da construção civil cumpra a ameaça de greve. "Os salários na construção civil estão extremamente altos e não correspondem à situação reinante no mercado", afirmou o economista. Para Hans-Werner Sinn, a reivindicação salarial máxima que poderia ser aceita no setor, sem provocar dano econômico, é a de uma compensação da taxa inflacionária.