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Mundo

Peripécias diplomáticas

Washington dá sinais de reconciliação com Berlim. A política externa alemã, no entanto, ainda enfrenta outros desafios: a ampliação da UE, a crise no Oriente Médio e as intervenções nos Bálcãs e no Afeganistão.

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Schröder e Fischer: desafios pela frente

Na constelação política internacional, pode-se dizer que a Alemanha joga na defensiva. O primeiro mandamento reza, em primeiro plano, voltar às boas com os velhos amigos do outro lado do Atlântico. Para isso, Joschka Fischer, ministro das Relações Exteriores, embarca dentro em breve para Washington, com o objetivo de aparar as arestas existentes entre os dois governos.

Bons e velhos amigos - Do outro lado, já ecoam sinais de uma reconciliação. "Fomos bons amigos por muitos anos e devemos continuar sendo nos próximos", sinalizou Colin Powell, secretário de Estado norte-americano. Também Ari Fleischer, porta-voz da Casa Branca, passou a usar um tom mais ameno ao se referir ao governo de Berlim.

"Iremos superar todas as tensões", resumiu Fleischer, que na última terça-feira (24) havia afirmado que levaria tempo para que tudo pudesse voltar a ser como antes. Enquanto isso, Powell já deita novamente elogios ao papel da Alemanha na guerra contra o terrorismo. O cerne da questão, no entanto, continua pendendo na corda bamba: trata-se da posição dos dois países, ainda contrárias, em relação ao Iraque.

Susto diplomático - A postura alemã irrita os EUA, por sua vez desacostumados a receber qualquer espécie de não categórico de seus aliados. Frente a uma reação deste tipo, Washington se assusta. O governo alemão — bem como uma boa maioria dos cidadãos do país, se não dos europeus — vê uma eventual guerra contra o Iraque como uma investida perigosa e até mesmo contraproducente no combate ao terrorismo.

Pelo que parece, a postura de Schröder em relação ao tema não foi mera tática eleitoral. Talvez o tom emocional dado à questão, e não o conteúdo, pode ter sido escolhido pelo chefe de governo alemão em função das urnas. Segundo Uwe-Karsten Heye, porta-voz do governo federal, "a posição é de que não participaremos de uma guerra dessas. Esta discrepância entre os governos americano e alemão continua".

Excesso de testosterona - Além das declarações oficiais dos representantes do governo, a mídia norte-americana também começa a dar sinais em defesa de Berlim. Para o New York Times, "Bush e sua turma" não podem pensar claramente devido ao "excesso de testosterona", reagindo assim "com os cotovelos". Segundo o diário, não se pode "punir a Alemanha pela defesa de uma posição pacífica".

Ampliação da UE - Além da querela norte-americana, outro ponto crítico da política externa do novo-velho governo diz respeito às relações franco-alemãs, que da mesma forma não vivem seus melhores momentos. Até agora, não se chegou a um acordo com Paris sobre as reformas a serem empreendidas na UE no que diz respeito à ampliação do bloco em direção ao Leste Europeu.

Segundo Fischer, "temos que chegar a um consenso no que diz respeito à política agrária, para que durante a presidência dinamarquesa possamos dar os primeiros passos" no estabelecimento de um calendário para as negociações com os países-candidatos à entrada na UE.

Perda de poder - Além disso, Schröder havia anunciado, antes mesmo das eleições, que tiraria a política européia das mãos do Ministério das Relações Exteriores, criando para isso uma novo ministério ou deixando as questões diretamente nas mãos de seu gabinete. Para o verde Fischer, árduo defensor de uma união européia, a nova divisão de tarefas pode significar uma grande perda.

Outros aspectos da política internacional, no entanto, não devem deixar o ministro sem trabalho. A crise no Oriente Médio, o combate ao terrorismo e as intervenções nos Bálcãs e no Afeganistão devem colocar o segundo governo de coalizão verde-social-democrata à prova. Sob a pressão das desavenças que dominam as relações com os EUA, a Alemanha já se dispôs, recentemente, a comandar ao lado da Holanda as tropas internacionais no Afeganistão.

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