Perigosa infecção intestinal causa prejuízos a agricultores europeus | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 30.05.2011
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Economia

Perigosa infecção intestinal causa prejuízos a agricultores europeus

Surto da bactéria EHEC atinge economia europeia, causando prejuízo a agricultores e comerciantes. Espanha quer indenização por perdas, enquanto Rússia suspende compra de legumes alemães. Número de mortos chega a 14.

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O surto causado pela bactéria Escherichia coli do tipo EHEC não só está levando a internações e mortes na Alemanha, como também atingiu a economia de vários países, acarretando grandes prejuízos a agricultores e comerciantes de alimentos. O número de mortos em consequência da infecção aumentou nesta segunda-feira (30/05) para pelo menos 14.

A Espanha estuda pedir indenização a autoridades da Alemanha. A ministra espanhola da Agricultura, Rosa Aguilar, avisou que recorrerá aos órgãos europeus para cobrar ressarcimento pelos "danos irreparáveis" à agricultura espanhola. Ela alega que a Alemanha "também deve assumir a sua cota de responsabilidade".

Após detecção de pepinos espanhóis contaminados, as autoridades alemãs haviam insinuado que as infecções podiam ter origem na Espanha. Isso fez com que vários países e empresas de importação reduzissem a compra de produtos agrícolas daquele país.

Perdas de até 8 milhões de euros ao dia

Darmbakterium EHEC Bakterienkultur

Medo da bactéria contamina economia europeia

"Essas barreiras são irresponsáveis ​​e ultrajantes", afirmou o secretário ministerial de Agricultura espanhol, Josep Puxeu, citado em reportagens publicadas nesta segunda-feira. "Não se deve condenar um sistema de produção confiável somente com base em especulações", reprovou Puxeu. A Federação espanhola dos Agricultores estimou as perdas para a horticultura do país em seis a oito milhões de euros por dia.

As autoridades espanholas argumentam que os pepinos encontrados com a bactéria possivelmente não foram infectados no local de produção, no sul da Espanha, mas sido contaminados durante o transporte ou no entreposto, na Alemanha.

A Rússia proibiu a importação de legumes da Alemanha e da Espanha e ordenou a retirada desses produtos do mercado. As autoridades de Moscou haviam alertado a população há alguns dias para evitar o consumo de legumes da Alemanha.

Vendas holandesas para Alemanha paralisadas

A retração do consumo de legumes e verduras na Alemanha repercutiu nos negócios agrícolas na Holanda, onde a exportação para o país vizinho foi praticamente paralisada, segundo o ministro holandês da Agricultura e Comércio Exterior, Henk Bleker, em declarações às margens de uma reunião informal dos ministros da Agricultura da UE em Debrecen, na Hungria. "Desde o domingo, as exportações virtualmente pararam, como resultado da intoxicação alimentar e preocupações da população", disse Bleker.

Deutschland Bundeslandwirtschaftsministerin Aigner zu Dioxin-Skandal

Ministra Ilse Aigner ainda considera a situação grave

Ele afirmou que seu país está fortemente interessado que seja esclarecido o quanto antes de onde a perigosa bactéria está vindo. No momento, não há indícios de que legumes holandeses sejam transmissores de bactérias EHEC. Normalmente, o volume de exportação de legumes holandeses para a Alemanha é de 10 milhões de euros por semana, segundo o ministro.

Mortes e prejuízos devem continuar

Horticultores do estado alemão da Baixa Saxônia também se queixam de fortes perdas porque seus estoques encalharam. "Os prejuízos chegam a dezenas de milhões", disse o presidente da associação de agricultores daquele estado, Werner Hilse.

As autoridades alemãs comunicaram a morte de mais duas pessoas em decorrência da infecção pela EHEC, aumentando para 14 o número de vítimas fatais do surto. Segundo números oficiais divulgados nesta segunda-feira pelo Instituto Robert Koch, 352 pessoas foram afetadas pela síndrome hemolítico-urêmica, uma grave consequência da infecção, que pode acarretar falência dos rins e trombose.

Especialistas esperam novos casos de mortes pela doença nos próximos dias. A ministra alemã de Agricultura e Defesa do Consumidor, Ilse Aigner, afirmou que a situação continua "grave".

MD/dpa/afp/
Revisão: Roselaine Wandscheer

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