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Alemanha

Perdidos na selva universitária

Teoricamente a Alemanha pretende atrair estudantes estrangeiros para suas universidades. A maioria destes, no entanto, abandona os cursos antes do fim. Isso quando não desistem antes mesmo de ser admitidos.

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Estudante estrangeira na Universidade de Magdeburg

Segundo uma pesquisa realizada pela Organização de Educação Superior (Higher Education Organization – HIS), apenas 25% dos estrangeiros que estudam na Alemanha conseguem concluir seus cursos de graduação. E isso, a duras penas, pois a média do tempo necessário para levar o canudo para casa costuma ser de nada menos que oito anos. Além disso, incontáveis interessados acabam excluídos antes disso, ao ser desaprovados nos testes necessários para a admissão nas universidades do país.

Necessidade de renovação

"Precisamos com urgência de um novo sistema de admissão de estudantes. Precisamos nos concentrar menos nas qualificações registradas nos currículos dos interessados. Em vez disso, é necessário verificar melhor o que essas pessoas realmente sabem fazer", afirma Jochen Hellmann, diretor do Programa Internacional da Universidade de Hamburgo.

Na Alemanha, há o chamado Studienkolleg, uma instituição acadêmcia voltada para auxiliar os estrangeiros a se qualificar para a admissão na universidade. Além de oferecer aulas do idioma, o Studienkolleg tem como tarefa compensar alguns déficits dos candidatos em diversas áreas de conhecimento. Isso, no entanto, costuma não ser suficiente.

Há inúmeros casos de jovens interessados em estudar no país que passam um ano inteiro se preparando para a prova de admissão na universidade e, ao serem reprovados, têm que deixar a Alemanha. "Depois de terem freqüentado um Studienkolleg por um ou dois semestres eles percebem que foi tudo em vão. Esta não é uma forma eficiente de admissão de estrangeiros. Pelo contrário, parece completamente aleatória", observa Hellmann.

Melhores critérios de seleção

A necessidade de reformar tais estruturas é clara para muitos. Uma das propostas de mudança prevê uma liberdade maior ao Studienkolleg na hora de escolher os interessados: em vez de se voltar para estudantes que não obtiveram de imediato um lugar nas universidades, o Studienkolleg poderia participar mais ativamente no processo de seleção de candidatos. Hoje, estes são escolhidos através de critérios estabelecidos por departamentos públicos, que regulamentam através de normas exatas o ingresso de não europeus nas universidades alemãs.

Testes nos países de origem

Atualmente discute-se também a possibilidade de se testar o conhecimento dos candidatos a estudantes em seus países de origem. No momento, há apenas uma instituição no exterior capaz de oferecer informações e aplicar testes de admissão fora das fronteiras alemãs. Trata-se de uma Escola Internacional na Indonésia, que trabalha em parceria com a Universidade de Hanôver.

O diretor da escola, Ekkehard Zeeb, conta que tudo partiu de uma iniciativa individual em Jacarta, desenvolvida após a constatação de que mais de 60% dos indonésios que vinham à Alemanha planejando o ingresso na universidade retornavam ao país sem ser admitidos. Segundo Zeeb, os interessados que freqüentam a escola preparatória em Jacarta despendem 3600 euros pelo curso – uma quantia bem menor do que o que teriam pago para viver durante um ano na Alemanha.

Também Harald Klingel, diretor do Studienkolleg da Universidade de Colônia, vê com bons olhos a aplicação de testes de admissão no exterior, mas alerta para uma desvantagem básica: "Além de oferecer cursos de alemão e preparar estes candidatos para a vida acadêmica, o Studienkolleg tem por função facilitar a integração dos futuros estudantes na sociedade alemã. E isso, com certeza, não pode ser feito à distância", conclui Klingel.

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