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América Latina

Perícia não encontra pólvora na mão de promotor argentino

Segundo responsável pelas investigações, é difícil detectar pólvora nas mãos quando se usa uma arma de calibre 22. "Não descarto a indução ou instigação ao suicídio", afirma.

Exames de perícia não revelaram a existência de pólvora nas mãos do promotor Alberto Nisman, confirmou nesta terça-feira (20/01) a promotora encarregada do caso, Viviana Fein, que, apesar disso, mantém o suicídio como hipótese principal.

"Quando recolheram as partículas de resíduos das mãos de Nisman, por ser tão ínfima e pequena a quantidade que se podia recuperar, não foi possível obter um resultado positivo. É um resultado esperado. Isso não descarta que Nisman tenha feito o disparo", declarou Fein à emissora Mitre, de Buenos Aires.

O corpo do promotor, encontrado sem vida no domingo, no banheiro do seu apartamento, apresentava um ferimento de bala na cabeça. Ao lado do cadáver foi encontrada uma pistola calibre 22 que, um dia antes e a pedido de Nisman, lhe havia sido entregue por um funcionário da promotoria, segundo Fein.

Quem entregou a arma a Nisman trabalhava na promotoria desde 2007, no setor de informática, disse Fein. "Essa pessoa trabalhava tanto na unidade [de investigações] como na residência de Nisman. Era uma pessoa muito próxima."

Segundo a promotora, a autópsia determinou "de maneira categórica" que Nisman disparou a arma encontrada ao lado de seu corpo. Ela disse investigar se o promotor foi instigado a se suicidar ou se estava "sob pressão psicológica". Para isso, tenta descobrir se ele se encontrava em algum tratamento médico.

"Não descarto a indução ou instigação [ao suicídio]. Minha função é continuar investigando e, dentro do possível, descobrir a verdade", afirmou.

Após oito anos de investigações, Nisman denunciou a presidente Cristina Fernández de Kirchner na quarta-feira passada. Ele considerou que um acordo firmado entre a Argentina e o Irã, em janeiro de 2013, incluía o acobertamento dos suspeitos dos atentados a um centro judaico em 1994, em troca de relações comerciais e fornecimento de petróleo, num momento em que a Argentina atravessa uma crise energética.

Nesta segunda-feira, Nisman deveria apresentar provas do envolvimento da presidente a deputados, em um depoimento a uma comissão do Congresso argentino. Além de Kirchner, ele também denunciara o ministro do Exterior, Héctor Timerman, o deputado situacionista Andrés Larroque e dois dirigentes políticos.

AS/dpa/rtr