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Mundo

Pequeno eclipse de Vênus dura mais de seis horas

Pequeno eclipse de Vênus dura mais de seis horas, porém só é visível em alguns países. Próximo trânsito ocorrerá em 2117.

Milhões de pessoas ao redor do mundo puderam acompanhar o trânsito de Vênus em frente ao Sol entre o anoitecer de terça-feira (05/06) e o amanhecer desta quarta-feira (06/06). O fenômeno durou cerca de seis horas e foi a sétima vez que o planeta pode ser visto da Terra.

O trânsito de Vênus foi como um pequeno eclipse, uma mancha preta em frente ao Sol. Isso porque a estrela principal do nosso sistema planetário possui um diâmetro de 1,4 milhão de km e Vênus possui apenas 11.112 km, ainda 686 km a menos que a Terra.

Nuvens prejudicam visibilidade

Na Alemanha, diversos planetários abriram cedo para a visita do público, mas apenas 20% da população pode acompanhar a órbita de Vênus. No leste do país, nuvens obstruíram a visão, enquanto no oeste o bom tempo prevaleceu. O planetário de Hamburgo, localizado no parque municipal, teve aproximadamente 600 visitantes e uma longa fila de espera para o mirante de mais de 40 metros de altura.

A passagem do planeta teve sua melhor visibilidade na Nova Zelândia, Austrália e Ásia Oriental, pois lá Vênus passou durante o dia em frente ao Sol. Na Austrália, o trânsito durou mais de seis horas, enquanto os alemães só conferiram a última uma hora e meia do trajeto. No Brasil, só o oeste do Acre e Amazonas foram contemplados com esse raro evento.

Foi no século 17 que o astrônomo alemão Johannes Kepler previu pela primeira vez o trânsito de Vênus em frente ao Sol. O pequeno eclipse ocorre em pares de oito anos de intervalo, tendo o primeiro deste par ocorrido em 8 de junho de 2004. Entre cada par ainda existe uma pausa de 105 anos, sendo a próxima passagem de Vênus só em 11 de dezembro de 2117.

O segundo planeta na órbita do Sol pode ser caracterizado como a deusa do amor na mitologia romana, mas na realidade consiste em uma massa de 460°C e atmosfera composta basicamente de CO2 e considerável porcentagem de ácido sulfúrico. Desde 2005 a sonda europeia “Venus Express“ orbita o planeta e ajuda pesquisadores na busca por planetas extrassolares.

GMF/dapd/dpa/epd

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