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Mundo

Penas abrandadas a clubes italianos viram novo escândalo

O escândalo no futebol italiano está ainda maior com a diminuição das punições a quatro clubes pela Corte de Apelações. O AC Milan se beneficiou, enquanto Juventus seguiu rebaixado. Lazio e Fiorentina voltam à série A.

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Presidente da Juventus, Giovanni Cobolli Gigli, disse que vai seguir recorrendo

"Desonra do futebol, este é o nosso título", assim definiu Giancarlo Padovan, chefe do jornal esportivo italiano Tuttosport, a revisão das penas impostas a quatro clubes italianos envolvidos no escândalo de manipulação de resultados. "Se esse foi o maior escândalo do futebol italiano, então agora [com as decisões revistas] continuamos na mesma situação", opina. De fato, o novo julgamento deixa dúvidas em razão da substancial moderação nas punições.

O clube de Milão obteve o direito de disputar a Liga dos Campeões, maior competição entre clubes da Europa. Pela decisão da Corte de Apelações, o clube teve sua pena reduzida de 44 pontos perdidos para 30, garantindo assim lugar na terceira rodada classificatória da competição.

Fiorentina e Lazio, que haviam anteriormente perdido 12 e 7 pontos respectivamente, conseguiram abrandar a punição e retornar à Primeira Divisão do Campeonato Italiano. Mesma sorte não teve a Juventus. A equipe de Turim teve reduzida de 30 para 17 a perda de pontos imposta ao clube por seu envolvimento no escândalo de manipulação de resultados, mas não conseguiu se livrar da série B. Seu título da temporada 2004/05 foi mesmo revogado, enquanto o de 2005/06 não foi confirmado.

Mildere Strafen für Juventus Turin und andere Clubs

Moggi não se deu bem na apelação e teve confirmados cinco anos de afastamento

O presidente da Lazio, Claudio Lotito, que havia sido condenado a três anos e meio de suspensão, viu sua pena diminuída para dois anos e meio. Já os ex-dirigentes da Juventus, Luciano Moggi e Antonio Giraudo, tiveram confirmadas as suas respectivas sentenças de cinco anos de afastamento.

Também tiveram suas penas abrandadas o presidente da Fiorentina, Diego della Vale, o árbitro Massimo de Santis e o conselheiro delegado do Milan, Adriano Galliani. Ex-presidente da Federação Italiana, Franco Carraro teve a pena de quatro anos e meio revogada. Ele terá apenas de pagar uma multa de 80 mil euros.

Mas a saga pode não estar terminada. A Juventus afirmou que pretende continuar apelando contra a decisão, podendo o caso ir parar em uma corte civil. O primeiro passo que o clube pode dar é recorrer ao Comitê Olímpico Italiano. Se não ficarem satisfeitos, os dirigentes do clube podem tentar ir a uma corte civil regional.

Entenda o caso

O escândalo começou no início de maio quando jornais publicaram conversas telefônicas interceptadas entre o gerente geral da Juventus, Luciano Moggi, e integrantes da Federação Italiana de Futebol. As ligações ocorreram durante a temporada 2004/05, quando o clube foi campeão italiano.

Nelas, Moggi discutia a seleção dos árbitros para jogos específicos com Pierluigi Paireto, na época encarregado da escolha da arbitragem de partidas. Na seqüência, o presidente da federação, Franco Carraro, renunciou ao cargo e a Itália retirou o nome do árbitro Massimo de Santis para participar da Copa do Mundo, já que ele foi acusado de favorecer a Juventus.

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Beneficiado, AC Milan volta à Liga dos Campeões

Uma investigação da federação terminou com Juventus, AC Milan, Fiorentina e Lazio, assim como 26 pessoas, enfrentando acusações em um tribunal esportivo, que teve início em 29 de junho. O julgamento terminou em 7 de julho, quase véspera da final da Copa do Mundo (na qual a Itália foi a campeã). Os veredictos foram anunciados uma semana depois.

Juventus perdeu seus títulos de campeã da série A vencidos nas duas últimas temporadas e foi rebaixada para a segunda divisão com a perda de 30 pontos. Fiorentina e Lazio também caíram com a perda de pontos. AC Milan perdeu 15 pontos, mas conseguiu permanecer na Primeira Divisão, no entanto perdeu 44 pontos do total da temporada 2005/06, sendo banido, portanto, da Liga dos Campeões.

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