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Ciência e Saúde

Peixes capturados em Fukushima têm nível recorde de radiação

Peixes achados a cerca de 20 quilômetros da usina de Fukushima têm taxa de radiação 258 vezes mais alta que o máximo permitido pelo governo japonês para consumo.

Níveis recordes de césio radioativo foram detectados em peixes capturados a 20 quilômetros da usina de Fukushima, no Japão. A operadora da central nuclear, a Tokyo Electric Power Co (Tepco), afirmou na terça-feira (21/09) que encontrou uma taxa de césio radioativo de 25,8 mil becquerels por quilo, equivalente a 258 vezes o padrão que o governo japonês considera seguro para o consumo.

Os animais foram pescados no começo de agosto a uma distância de até 20 quilômetros da ruína atômica de Fukushima, e a 15 metros de profundidade. A pesca em águas próximas à usina foi restrita voluntariamente, para evitar que peixes contaminados cheguem ao mercado.

Em 11 de março de 2011, um forte terremoto e um posterior tsunami devastaram a usina de Fukushima, provocando derretimento do núcleo de reatores e vazamento de grande quantidade de radiação para o meio ambiente. Menos de um mês depois do desastre, a Tepco despejou no Pacífico mais de 11 mil toneladas de águas residuais contendo substâncias radioativas.

O recorde anterior de contaminação radioativa fora de 18,7 mil becquerels por quilo, detectados em peixes capturados em março, de acordo com a agência de pesca japonesa.

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Embora o governo tenha afirmado que a situação da ruína atômica de Fukushima seja estável, frequentes descobertas de contaminação no meio ambiente preocupam parte da população. Wakao Hanaoka, do Greenpeace no Japão, disse que o governo agora precisa realizar uma investigação completa da contaminação radioativa de uma grande variedade de áreas marítimas nos arredores de Fukushima.

Levantamentos da organização mostram que os níveis mais elevados de contaminação radioativa foram encontrados em peixes e algas marinhas coletadas em áreas mais afastadas da usina de Fukushima. "Fatores que afetam a propagação da contaminação incluem correntes marinhas e a configuração do relevo oceânico", acrescentou Hanaoka.

Situada no nordeste do Japão, a região de Fukushima é um dos celeiros do país. Segundo a imprensa local, após a colheita de arroz que se aproxima, as autoridades pretendem testar cada saco do produto, antes da revenda.

No ano passado, foram detectados em amostras individuais de arroz valores de césio acima do limite estabelecido pelo governo de 500 becquerels por quilo. A partir de outubro, o limite nacional será reduzido para 100 becquerels. As autoridades de Fukushima, entretanto, já pretendem separar todos os sacos de arroz que apresentarem níveis acima dos 100 becquerels por quilo.

MD/dpa/lusa
Revisão: Augusto Valente

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