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Mundo

Passeatas de apoio a Morsi reúnem milhares de manifestantes no Egito

Partidários do presidente reagem em peso a protestos de oposicionistas contra aprocação de projeto constitucional. É grande o temor de um Estado religioso no Egito e novas manifestações já foram anunciadas.

Dezenas de milhares de adeptos do presidente do Egito, Mohammed Morsi, foram às ruas neste sábado (01/12) manifestar apoio ao governo. "Sim à estabilidade", "Sim à lei islâmica", "O povo apoia a decisão do presidente", declamavam mais de 10 mil manifestantes diante da Universidade do Cairo, vindos de todas as partes do país.

Eles faziam referência, deste modo, aos diversos decretos expedidos por Morsi durante a última semana, colocando-se acima da Justiça e concedendo a si mesmo poder praticamente ilimitado, pelo que vem sendo comparado aos antigos faraós.

Temor do Estado religioso

As passeatas, também em apoio à charia, a lei islâmica, foram convocadas pela Irmandade Muçulmana, facção a que pertence o chefe de Estado. O local marcado inicialmente para a manifestação na capital egípcia havia sido a central Praça Tahrir, local preferencial de protestos dos oposicionistas. Porém a Irmandade desistiu desse intento, a fim de evitar confrontações. Outra passeata na cidade de Luxor foi cancelada, após os choques da véspera.

Na sexta-feira, após as preces tradicionais, a oposição egípcia havia se manifestado em massa, reagindo à aprovação, a toque de caixa, do projeto de Constituição imposto pelas forças ortodoxas islâmicas do país. Representantes dos liberais, laicos e cristãos haviam se retirado da Assembleia Constituinte, em protesto contra a orientação radical islâmica da proposta.

Os oposicionistas temem que o Egito se transforme num Estado religioso e anunciaram novos protestos. Estes poderão incluir uma grande marcha até o palácio presidencial, com o objetivo de evitar que Morsi convoque o referendo nacional para aprovação definitiva do projeto constitucional.

A proposta deve chegar às mãos do presidente para aprovação neste sábado, e observadores acreditam que ele marcará a votação popular para breve, possivelmente ainda neste mês. No domingo, o Tribunal Constitucional decidirá sobre a eventual dissolução da Assembleia Constituinte.

AV/dapd/afp/dpa
Revisão: Mariana Santos

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