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Cultura

"Pasolini e a morte" na Pinacoteca de Munique

Mostra relembra vida e obra do cineasta italiano Pier Paolo Pasolini, 30 anos após sua morte.

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Pier Paolo Pasolini, em 1962

A influência de seus filmes para a história do cinema e a lucidez de suas reflexões certamente marcaram o último século. Três décadas após sua morte, o poeta, crítico, dramaturgo, pintor e sobretudo cineasta é reverenciado na Alemanha.

Fragmentos simbólicos

Na Pinacoteca de Munique, uma exposição coloca o espectador no centro de uma colagem de seus filmes, todos ligados por referências à história da arte. Numa sala escura, 12 projetores recriam, através de jogos de sombra e luz, o poder simbólico da cinematografia pasoliniana.

Nas paredes, são projetadas cenas fragmentadas de seus filmes, afastadas da narrativa original, todas centradas no universo pasoliniano: religião, amor, sexualidade, beleza, violência e destruição.

Horror ao naturalismo

Na mostra, que só caberia em um museu de arte, avaliam os organizadores, estão expostos desde os poemas escritos no dialeto friulano [falado na regiãode Friuli, sua terra natal], passando pelos romances e ensaios até as reflexões não pouco doloridas de seus filmes. Além de desenhos, pinturas, manuscritos e documentos pessoais. Tudo permeado por uma das idéias centrais de sua obra: o horror ao naturalismo.

Realidade e ficção

O nome de Pasolini é inevitavelmente associado a escândalos, tragédias, quebras de tabu e violência. A imagem de seu cadáver estirado na praia de Ostia – como se a realidade tivesse ultrapassado os limites de sua ficção, transformando o próprio cineasta em personagem trágico de si mesmo – só veio a reafirmar os rótulos recebidos por Pasolini em vida. "Exatamente por isso uma das intenções da exposição é mostrar outras faces e conteúdos do que ele produziu", concluem os curadores.

A exposição "Pasolini e a morte" fica na Pinacoteca de Munique até o dia 5 de fevereiro de 2006.

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