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Mundo

Partidos de direita retomam maioria no Senado francês

Resultados parciais das eleições para senador confirmam mais uma amarga derrota para o presidente socialista François Hollande este ano. Antieuropeia Frente Nacional, de extrema-direita, conquista primeiras cadeiras.

A oposição de direita na França retomou a maioria no Senado neste domingo (28/09), impondo mais uma amarga derrota ao presidente François Hollande e a seu Partido Socialista neste ano. Apenas três anos após a histórica guinada à esquerda da câmara alta do Parlamento francês, direitistas ganharão cerca de 20 novos assentos – e, com eles, a maioria absoluta, segundo resultados parciais das eleições.

O conservador União por um Movimento Popular (UMP), do ex-presidente Nicolas Sarkozy, e seus aliados do União dos Democratas e Independentes (UDI), chegaram a 188 lugares, segundo contagem quase final dos votos da madrugada desta segunda-feira – 13 a mais do que o necessário para assegurar maioria.

O Partido Socialista e outros de esquerda perderam ao menos 20 cadeiras de sua bancada de 177 senadores.

A Frente Nacional (FN), de extrema-direita, deverá contar, pela primeira vez em sua história, com dois senadores – de acordo com a presidente da legenda, Marine Le Pen. "Estes resultados foram além do que esperávamos. A cada dia que passa, nossas ideias estão cada vez mais sendo adotadas pelo povo francês. Temos um grande potencial", comemorou Le Pen.

"Agora, só nos resta abrir uma única porta: a do Elysee (palácio presidencial)", comentou Stéphane Ravier, um dos senadores eleitos pela FN.

Com posições antieuropeias e anti-imigração, a legenda de extrema-direita vem crescendo em popularidade entre os franceses e colecionando vitórias nas urnas. Uma pesquisa de intenção de voto para presidente realizada em junho passado chegou até mesmo a trazer Marine Le Pen em primeiro lugar. As eleições presidenciais ocorrerão em 2017.

EU Parlamentswahl 25.05.2014 Frankreich Front National

Frente Nacional, de Marine Le Pen, comemora primeiros assentos Senado

Terceira derrota em 2014

Já para os socialistas, o resultado significará a terceira derrota seguida este ano. Em março, o grupo de esquerda havia sofrido significativas perdas nas eleições municipais e, em maio, nas eleições europeias. Já era esperado que legendas socialistas e comunistas perdessem, agora, a maioria no Senado, conquistada três anos atrás.

A popularidade de Hollande caiu em nível recorde neste mês, com apenas 13% dos entrevistados dizendo-se satisfeitos com o desempenho do presidente, às voltas com tentativas de reerguer a economia francesa, que dá sinais de estagnação.

A derrota agora tem valor mais simbólico. Em comparação com a Assembleia Nacional, o Senado francês desempenha um papel bem menos relevante no processo legislativo. Quem dá a palavra final sobre um projeto de lei é a Assembleia Nacional – e, lá, a esquerda ainda tem maioria desde 2012.

No entanto, o Senado pode rejeitar projetos de lei, barrar emendas à Constituição ou ainda atrasar a adoção de leis, enviando-as de volta para a Assembleia Nacional para revisão. É ainda o presidente do Senado quem assume interinamente o governo caso o presidente francês morra ou deixe do cargo.

As eleições para senador na França ocorrem a cada três anos, quando metade das 348 vagas totais é colocada em votação. Elas são realizadas por meio indireto, ou seja, por um colégio eleitoral de 87.500 votantes – maioria formada por integrantes de conselhos municipais.

MSB/afp/rtr/dpa

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