Partidos britânicos aceleram negociações para formar governo | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 11.05.2010
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Mundo

Partidos britânicos aceleram negociações para formar governo

Gordon Brown anunciou que deixará o cargo de primeiro-ministro em setembro. Os três maiores partidos querem negociar rapidamente a formação de possíveis coalizões para por fim à incerteza política no Reino Unido.

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Gordon Brown (e), David Cameron e Nick Clegg (d)

As negociações para a formação do novo governo no Reino Unido seguem tensas nesta terça-feira (11/05). Cinco dias após as eleições, a única certeza é que Gordon Brown vai deixar a liderança do Partido Trabalhista e, com isso, o posto de primeiro-ministro. O político anunciou, na segunda-feira, que sairá do governo do país em setembro.

Com a saída de Brown, a estratégia do Partido Trabalhista é manter-se no poder em coalizão com os liberal-democratas. Representantes de ambos os partidos se reuniram para tentar negociar uma possível "aliança progressista". Mas o líder liberal Nick Clegg declarou que seu partido ainda está em negociação com os conservadores.

David Cameron, conservador, por sua vez, disse que os liberal-democratas precisam tomar uma decisão. O partido de Cameron foi o mais votado nas eleições britânicas, mas não conseguiu obter a maioria no Parlamento.

Com a incerteza política afetando o mercado no Reino Unido, os liberal-democratas pretendem chegar a um acordo o mais rápido possível.

Números e negociações

Faltaram 20 cadeiras para conservadores atingirem a maioria no Parlamento, que tem 650 assentos. A última vez que as eleições parlamentares britânicas terminaram sem um claro vencedor foi em 1974.

As negociações entre conservadores e liberal-democratas já se iniciaram, sendo dificultadas entretanto por algumas divergências significativas em relação a temas como a reforma eleitoral, a imigração e a União Europeia.

Mesmo após fazer concessões aos liberal-democratas, como a proposta de um plebiscito sobre a reforma do sistema eleitoral, os conservadores ainda têm ressalvas quanto a uma aliança como partido de centro-esquerda. George Osborne, porta-voz dos conservadores para assuntos financeiros, declarou: "Ainda assim, estamos muito interessados em discutir com os liberal-democratas como criaremos um governo forte e seguro para lidar com o grave problema econômico."

O líder liberal-democrata Nick Clegg está uma situação difícil. Seu partido tem mais em comum com os trabalhistas, em termos de política, mas uma eventual aliança dos dois não conseguiria atingir a maioria e precisaria contar com o apoio de partidos menores, o tenderia a tornar instável a coalizão de governo. Já uma aliança com os conservadores ofereceria mais estabilidade, mas exigiria um consenso político difícil.

O Reino Unido tem pouca familiaridade em negociações para formar coalizões, e as conversas não poderão se arrastar por semanas. O Parlamento deve retomar suas atividades em 18 de maio, e novo governo terá que apresentar seu programa no dia 25.

NP/dpa/rts
Revisão: Simone Lopes

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