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Mundo

Partidos a favor do euro negociam coalizão para governar a Grécia

Resultado das eleições mostra vitória apertada dos conservadores do Nova Democracia sobre os radicais de esquerda do Syriza. Gregos afastam risco de o país deixar a zona do euro.

Os dois maiores partidos gregos a favor da ajuda financeira internacional ao país já começam a desenhar uma coalizão para governar a Grécia após os resultados das eleições deste domingo (17/06) apontarem uma estreita vitória dos conservadores do partido Nova Democracia sobre os radicais de esquerda do Syriza.

De acordo com a legislação grega, o partido vencedor das eleições ganha como bônus 50 cadeiras a mais no Parlamento, que conta com 300 representantes. Sendo assim, o Nova Democracia e o socialista Pasok conseguem alcançar a maioria, com cerca de 160 assentos.

Resultados parciais mostram que o Nova Democracia teria obtido entre 28,6% e 30% dos votos, com a Coalizão de Esquerda Radical Syriza logo atrás, somando entre 27,5% e 28,4% do eleitorado. Em terceiro lugar está o Pasok, entre 11% e 12,4%. Como já se previa uma disputa acirrada, estava claro que o vencedor do pleito precisaria negociar para garantir a governabilidade.

A segunda eleição na Grécia em apenas seis semanas foi acompanhada com atenção por chefes de governo e especialistas em todo o mundo, pois eles apostavam que o resultado seria decisivo para a permanência do país na zona do euro.

O resultado apertado mostra também a grande polarização da população grega com relação ao cumprimento das medidas de austeridade demandadas pelos credores internacionais e à permanência do país na zona do euro.

Dois caminhos

Os dois partidos na disputa mantiveram pontos de vista bem distintos com relação aos pacotes de resgate que a Grécia vem recebendo de credores internacionais – o último chegou a 240 bilhões de euros. O líder do Nova Demoracia, Antonis Samaras, garantiu que sua prioridade seria manter a Grécia na zona do euro. Mas ele prometeu renegociar algumas condições impostas para a liberação do empréstimo e que resultaram em duras medidas de austeridade impostas à população grega.

Já o líder do Syriza, Alexis Tsipras, foi contundente ao defender o cancelamento dos termos impostos aos gregos pelos credores internacionais e repudiou veementemente as medidas de austeridade. No mercado internacional, tal posicionamento era interpretado como a saída da Grécia da zona do euro, embora Tsipras tivesse prometido lutar para que isso não acontecesse – pesquisas mostraram que 80% dos gregos querem continuar com o euro. O cumprimento das medidas de austeridade, porém, é pré-requisito para que a Grécia continue no bloco.

Sem poder tomar empréstimos no mercado internacional por causa dos altos juros, desde maio de 2010 a Grécia vem recebendo ajudas financeiras dos países vizinhos. Os cortes realizados em contrapartida têm levado o país ao quinto ano seguido de recessão, com desemprego em torno dos 22% e empresas fechando as portas.

Além das enormes dificuldades internas, uma eventual saída da Grécia da zona do euro espalharia o pânico no bloco, com o temor de que outros Estados-membros em crise – como Portugal, Irlanda, Espanha ou mesmo a Itália – também poderiam deixar o bloco.

MSB/rtr/ap/dapd/afp
Revisão: Roselaine Wandscheer

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