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Mundo

Partido Verde é atingido por escândalo

O escândalo que provocou a demissão do ministro da Defesa da Alemanha, Rudolf Scharping, do Partido Social Democrático (SPD), na quinta-feira (18), atingiu também o parceiro de coalizão governamental, o Partido Verde.

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Deputado Cem Özdemir lamenta seu erro político

O deputado verde Cem Özdemir, de 37 anos, confirmou ter contraído um crédito de 80 mil marcos, em 1999, da mesma agência de relações públicas Hunzinger que pagou 140 mil marcos ao ministro a título de honorários por palestras e adiamento de suas memórias. O presidente do Partido Verde, Fritz Kuhn, considerou a atitude do deputado de origem turca "uma jumentice política".

O diretório nacional do Partido Verde reuniu-se em Berlim, em caráter de emergência, nesta segunda-feira (22), para discutir o envolvimento do seu perito para questões internas alemãs. A seguir, Kuhn disse que o crédito contraído por Özdemir não o deixou em situação de dependência da agência, que faz lobby para as indústrias de armas, mas o deputado teria cometido um erro político.

O próprio parlamentar confessou isso e se penitenciou. Em sua avaliação pessoal, foi uma atitude "muito ingênua". Na opinião geral dos verdes, o crédito particular para quitar dívidas junto ao fisco não foi ilegal, mas imoral e altamente prejudicial para os verdes, em plena campanha eleitoral com vistas a se manter no poder depois das eleições parlamentares de 22 de setembro.

Código de conduta

Legalmente, o crédito da empresa de Moritz Hunzinger não foi um crime. Mas existe a questão de se o deputado Özdemir tornou-se dependente dos lobistas. Por isso, os deputados terão que comunicar ao presidente do Parlamento seus créditos e transações financeiras semelhantes, conforme uma nova exigência da casa legislativa.

Até agora constava no código de conduta dos parlamentares a obrigatoriedade de comunicar apenas ganhos extras por atividades profissionais que envolvam somas a partir de 2500 euros por mês ou 15 mil euros por ano. Créditos não faziam parte do código de conduta. Özdemir não violou, portanto, as regras parlamentares.

Os membros do Parlamento alemão (Bundestag) são também obrigados a comunicar ao presidente a sua profissão ou a última atividade que exerceu antes de eleger-se deputado federal. Eles não podem ocultar, jamais, se ocuparam postos de diretoria de associações, conselhos fiscais, fundações ou presidência de empresas ou organizações em geral. Todos os deputados têm também de informar sobre doações a partir de 5 mil euros, assim como outros donativos e até presentes que recebam em valor a partir de 150 euros. Qualquer pessoa é igualmente obrigada a publicar doações de a partir de 10 mil euros a um membro do Parlamento.

Punição e danos políticos

Se um deputado viola essas regras, o presidente do Parlamento, agora o social-democrata Wolfgang Thierse, abre de imediato uma inquérito. No momento, está sendo investigado o deputado Rudolf Scharping, que foi demitido como ministro da Defesa porque recebeu 140 mil marcos da agência de Moritz Hunzinger. Para os deputados que são ministros existe uma regra adicional: eles não podem ter fonte de renda além do seu ministério.

A única punição dos que violam as regras de conduta parlamentar é apenas a publicação do ato. Mas, em regra geral, os danos políticos são grandes.