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Mundo

Partido de Erdogan retoma maioria absoluta na Turquia

A vitória do AKP supera as expectativas, e os conservadores voltam a governar sós. Premiê fala de "vitória da democracia". A votação foi cercada por medidas de segurança reforçadas, sobretudo na região de maioria curda.

Após o fechamento das urnas, na tarde deste domingo (01/11), o grande suspense na Turquia era se o governista Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP) reconquistaria a maioria absoluta perdida no pleito parlamentar de junho.

As apurações das eleições gerais antecipadas superaram as expectativas: com 49,3%, a legenda conservadora islâmica do presidente Recep Tayyip Erdogan passa a ocupar 316 dos 550 postos do Parlamento em Ancara, voltando a governar sozinha.

Falando à multidão reunida diante de sua residência em Konya, Anatólia, antes mesmo do fim da contagem, o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, classificou o resultado "uma vitória para a democracia e para o nosso povo". No Twitter, o chefe de governo celebrou com um "Elhamdülillah..." – Aleluia.

Em segundo lugar ficou o Partido Republicano do Povo (CHP), de centro-esquerda, com cerca de 25% dos votos, seguido pelo ultradireitista Partido do Movimento Nacionalista (MHP), com 12%. Ele foi o que acusou as maiores perdas em relação a junho, quando obtivera 16,3%, depois que o AKP arrebatou parte de seu eleitorado, aproveitando-se da proximidade ideológica entre os dois partidos.

Outro resultado aguardado com expectativa era o do pró-curdo Partido Democrático dos Povos (HDP). Durante a campanha eleitoral, Erdogan o acusou de não passar de braço político do banido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), e instou os turcos a lhe "voltarem as costas". Ainda assim, o HDP obteve 10% dos votos, alcançando o mínimo necessário para manter seus mandatos no Parlamento.

Türkei Wahl

Manifestantes protestaram contra vitória do AKP em Diyarbakir

Segurança elevada

Em várias partes da Turquia, as semanas que antecederam a votação deste domingo foram marcadas por tensões políticas e étnicas. Após o atentado de 10 de outubro, em Ancara, que matou 100 pessoas, foram adotadas medidas de estado de emergência, como batidas policiais e toques de recolher.

A ida às urnas foi cercada por medidas de segurança extraordinárias, com quase 400 mil policiais mantendo presença ostensiva. Na cidade de Diyarbakir, de maioria curda, assim como em todo o sudeste da Turquia, a polícia ocupou os locais de votação com veículos blindados. Assim que se consolidou a vitória do AKP, ocorreram choques violentos entre os agentes e manifestantes.

Desde o pleito de junho, em que obteve 40,9% dos votos, o AKP estava impedido de governar sozinho, como era o caso desde que assumiu o poder, em 2002. Depois que fracassaram as negociações para constituição do governo, o presidente convocou eleições antecipadas.

A oposição o acusa de ter travado a formação de uma coalizão com o CHP, visando forçar um novo escrutínio. O governo Erdogan tem sido alvo de críticas tanto internas quanto internacionais, devido a uma longa série de medidas autocráticas e violações dos direitos humanos.

AV/afp/dpa

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