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Mundo

Partido Comunista Chinês expulsa ex-líder Bo Xilai

Considerado há poucos meses uma estrela em ascensão na China, ex-político enfrentará processos criminais na Justiça. Decisão é divulgada dias antes do Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês.

Líderes do Partido Comunista Chinês decidiram neste domingo (04/11) expulsar formalmente Bo Xilai, ex-chefe da legenda no município de Chongqing, assim como Liu Zhijun, ex-ministro de Ferrovias, dos quadros do partido, segundo a agência estatal de notícias Xinhua. Os dois agora devem enfrentar processos criminais na Justiça.

Bo Xilai, 63 anos, é acusado de abuso de poder, corrupção e de cumplicidade com sua esposa, Gu Kailai, que chegou a ser condenada à pena de morte pelo assassinato do empresário britânico Neil Heywood. A pena foi, posteriormente, suspensa.

Bo era considerado um proeminente representante da chamada "nova esquerda" e as controvérsias envolvendo seu nome, que duraram meses, deixaram expostas profundas divisões no partido que governa a China.

Já Liu Zhijun foi expulso por "sérias violações disciplinares" em meio a várias acusações de corrupção. No ano passado, ele foi demitido do cargo sob suspeita de ter recebido mais de 800 milhões de ienes (128 milhões de dólares) mediante suborno.

Liu ainda chegou a ser responsabilizado pelo acidente com um trem que resultou em 40 mortes, no ano passado. Houve falha no sistema de segurança nas linhas que estavam sob sua supervisão.

"Lutar contra a corrupção e promover a limpeza e a honestidade de uma maneira resoluta é uma posição da política consistente sustentada pelo Partido Comunista Chinês e, também, uma questão política chave que é de grande interesse da sociedade", afirmou o Comitê Central do partido.

Transição após uma década

O encontro a portas fechadas dos membros do colegiado durou quatro dias. Ele antecede o Congresso Nacional da legenda, que acontece na próxima quinta-feira (08/11) e que deverá definir um novo nome para a liderança do Partido Comunista Chinês.

Após uma década no cargo, o atual secretário-geral, Hu Jintao, deverá dar lugar ao vice-presidente Xi Jinping.

Segundo a agência estatal Xinhua, os líderes também aprovaram uma proposta de emenda ao estatuto do partido. A mudança sugerida não foi divulgada pela agência de notícias.

O comitê ainda anunciou dois novos líderes para a poderosa Comissão Central Militar que coordena o Exército da Libertação Popular e os esforços para a modernização da defesa do país.

De acordo com o comunicado divulgado pelo comitê após o encontro, nos últimos cinco anos o partido tem enfrentado "inúmeras dificuldades e riscos", mas tem conseguido manter um rápido e estável crescimento econômico, além de aumentar o padrão de vida da população.

MSB/rtr/dpa/afp
Revisão: Fernando Caulyt

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