Parque é patrimônio da humanidade entre Alemanha e Polônia | Conheça os destinos turísticos mais famosos da Alemanha | DW | 05.06.2010
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Turismo

Parque é patrimônio da humanidade entre Alemanha e Polônia

Há 225 anos nascia o príncipe Hermann von Pückler, conhecido como explorador e pelo fato de ter dado nome a um sorvete semelhante ao tricolor napolitano. Como paisagista, criou o Parque Fürst Pückler em Bad Muskau.

Vista do lado polonês do parque à beira do Neisse

Vista do lado polonês do parque à beira do Neisse

Nascido em 1785, Pückler se dizia pouco confiável e volúvel. Levou uma vida bastante instável e seus contemporâneos o consideravam um aventureito e casanova.

Johann Wolfgang von Goethe foi um dos poucos admiradores de sua produção literária, reconhecendo-o como um cosmopolita de talento indiscutível. O próprio príncipe desejava tornar-se conhecido pela criação do Parque Fürst Pückler, futuro patrimônio da humanidade. "Quem tiver visto Muskau, terá enxergado minha alma", afirmava.

Patrimônio cultural da humanidade

Patrimônio cultural da humanidade

Paisagem como arte

Com 522 hectares, o jardim criado por Pückler à beira do rio Neisse foi um dos primeiros de estilo inglês da Alemanha. No lugar de cores, o príncipe pretendia compor com elementos naturais – árvores, rios e gramados – uma paisagem ideal. O projeto quase arruinou Pückler e não foi concluído.

Entretanto, as orientações do príncipe permitiram, em três décadas – de 1815 a 1845 –, a realização de parque ímpar na Europa. Desde 2004, ele é patrimônio cultural da humanidade declarado pela Unesco.

Destruída na Guerra, a Ponte Inglesa aguarda restauração

Destruída na Guerra, a Ponte Inglesa aguarda restauração

A proposta foi levada conjuntamente por Alemanha e Polônia – país este ao qual pertencem dois terços da área do parque. Os dois países trataram da restauração desse monumento da cultura europeia, parcialmente danificado durante a Segunda Guerra. Também foi reerguida a ponte sobre o Neisse, cuja destruição havia separado fisicamente os lados alemão e polonês.

Visita sem fronteiras

"Pode-se dizer que o Neisse nunca foi realmente uma barreira no parque. Em 2003, Alemanha e Polônia reconstruíram a ponte que une os dois lados e, desde 2004, com o ingresso da Polônia na União Europeia, é possível atravessar o rio sem restrições", afirma Katarzyna Jagiello, funcionária do Centro Nacional de Pesquisa de Monumentos e Documentação e responsável pelo desenvolvimento turístico no lado polonês do parque.

"Já no começo dos anos 1990, [o chanceler federal] Helmut Kohl considerava que o parque deveria pertencer ao patrimônio cultural da humanidade", lembra Ute Martina Kühnel, da Fundação Parque Fürst Pückler de Bad Muskau.

O órgão estabelecido pelo estado da Saxônia é encarregado da manutenção do parque e de seus prédios. No conselho da Fundação também estão presentes representantes poloneses.

Alemanha e Polônia atuam de mãos dadas na manutenção do jardim. Em parceria, dez jovens alemães e dez poloneses desobstruem caminhos históricos e removem árvores caídas. "Eles trabalham juntos por um ano. Para se comunicar, os jovens aprendem alemão e polonês", explica Katarzyna.

Castelo restaurado: nova joia local

Há muito trabalho a ser feito. A Ponte Inglesa ainda está destruída. O castelo, que permaneceu em ruínas durante a República Democrática Alemã, vem sendo restaurado desde a metade da década de 1990 e deve ser completamente reconstruído em estilo neorrenascentista até o fim de 2013.

Falta apenas um terço da obra: a asa lateral esquerda. Com suas cores harmônicas e a rampa de acesso projetada pelo arquiteto prussiano Karl Friedrich Schinkel, o castelo se integra à bela paisagem do parque.

Passeio de carrinho pelo parque e pela exposição

Passeio de carrinho pelo parque e pela exposição

A sala em que Pückler escreveu, em 1834, sua obra Andeutungen über Landschaftsgärtnerei (Divagações sobre a jardinagem paisagístisca) foi detalhadamente reconstruída e abriga uma grande exposição comemorativa ao 225º aniversário do príncipe.

Seus organizadores viram-se diante do desafio de apresentar a complexa obra e a personalidade multifacetada de Pückler de maneira adequada e interessante, o que se reflete no nome escolhido para a mostra: "Pückler? Simplesmente incompreensível".

Autor: Daniel Scheschkewitz (lpf)

Revisão: Simone Lopes

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