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Mundo

Parlamento tem mais jovens e mais mulheres

O Bundestag, câmara baixa do parlamento alemão, despediu-se com as últimas eleições de velhas raposas da política nacional. Entre as novas caras, há mais jovens e uma maior representação feminina.

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Anna Lührmann, 19 anos, a mais jovem parlamentar alemã

A reforma das cadeiras no parlamento alemão já começou. Dos 666 assentos do Bundestag, apenas 603 permanecem. Além disso, cerca de um terço dos parlamentares alemães deixa a política, entre estes o ex-chanceler Helmut Kohl e vários de seus ministros. Também a ministra da Família, Christine Bergmann, não conseguiu manter seu mandato direto.

Mulheres verdes são maioria

A principal mudança, no entanto, é de outra ordem: o novo Bundestag respira ares um pouco mais jovens e tende a ter mais mulheres. A média de idade dos parlamentares baixará para 49,3 anos e a quota feminina ficará em 32,2%, pouco mais do que os 30,9% registrados após as eleições de 1998.

Este quadro, entretanto, varia bastante entre as diversas bancadas. Enquanto os verdes têm até mesmo uma maioria feminina (58,2%), o novo Bundestag conta com 37,8% de mulheres na bancada social-democrata e apenas 22,2% na democrata-cristã. A pior representação feminina é a dos liberais, com apenas 21,3%.

Juventude confiante

Principalmente os verdes passam por uma renovação radical. A nova bancada é, segundo o ministro do Meio Ambiente, Jürgen Trittin, "a mais jovem e a mais feminina do Bundestag", com 32 mulheres. Os verdes trazem também a mais jovem parlamentar na história do Bundestag: Anna Lührmann, de 19 anos.

Lührmann afirmou estar "ansiosa por sua primeira sessão". A idade e a experiência de seus futuros colegas não é algo que a amedronta. "Nós jovens trazemos maior engajamento e uma visão mais atual das coisas. Simplesmente tratar de tudo de forma um pouquinho mais pragmática. Queremos solucionar os problemas e não discutir eternamente sobre eles", completa a jovem.

Novos, mas veteranos

Entre os novos parlamentares verdes estão também os presidentes do partido, Fritz Kuhn e Claudia Roth. Na convenção do partido, em meados de outubro, será decidido se os dois poderão acumular os cargos no parlamento e na direção do partido ou se terão de abdicar do mandato.

A configuração final da bancada verde ainda não está definida. Alguns nomes da lista provisória do partido terão que ser substituídos, como o do deputado Cem Özdemir, de origem turca, que poucas semanas antes da eleição anunciou seu afastamento da política em função do "escândalo das milhagens", em que esteve envolvido.

Conservadores também se renovam

Os 170 deputados da União Democrata Cristã e União Social Cristã (CDU/CSU) precisarão dar as boas vindas a 88 novas caras, entre elas ao linha dura Peter Gauweiler e ao secretário-geral da CDU, Laurenz Meyer. Também personalidades da vida pública que optaram há pouco pela política marcam presença na bancada democrata-cristã, como o esportista Eberhard Gienger e o juiz de futebol Bernd Heynemann.

O derrotado candidato a chanceler, Edmund Stoiber, que encabeçava a lista da CDU/CSU, também não deve assumir sua cadeira no parlamento, continuando em seu posto de governador do estado da Baviera. O mesmo deve acontecer com o secretário do Interior bávaro, Günther Beckstein, que definitivamente não trocará Munique por Berlim para assumir sua cadeira no Bundestag.

O parlamentar mais velho na nova configuração do Bundestag será o atual ministro do Interior, Otto Schilly, com 70 anos, o primeiro social-democrata a ocupar o posto de "ancião do parlamento" depois do ex-chanceler Willy Brandt, que deixou o Bundestag em 1992.

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