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Mundo

Parlamento grego reage com irritação a propostas de Tsipras

Deputados de partidos de esquerda avaliam medidas de austeridade como "carnificina social" e prometem impor obstáculos à aprovação de medidas apresentadas pelo governo grego aos credores internacionais.

Parlamentares gregos reagiram de forma negativa nesta terça-feira (23/06) às propostas de reforma econômica apresentadas pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras a líderes da zona do euro, em Bruxelas.

Enquanto os credores internacionais avaliam as mudanças como um "passo positivo" para um acordo sobre a dívida do país, e as ações europeias registram alta com a expectativa do fim do impasse, alguns políticos gregos classificam as medidas como uma "carnificina social".

"Da forma como vemos esse programa, será difícil que ele passe por nós", afirmou Alexis Mitropoulos, do Syriza, mesmo partido de Tsipras.

"Ele precisa primeiro informar o nosso povo por que o governo falhou nas negociações e chegou a esse resultado. Não acho que as medidas estejam de acordo com os princípios da esquerda", disse Mitropoulos, demonstrando uma cisão interna na Syriza.

"O governo vem caindo numa armadilha", afirmou Pavlos Haikalis, membro do partido Gregos Independentes.

Se o Parlamento não der apoio às reformas,

que incluem aumento de impostos e corte de gastos do governo

, Tsipras pode se ver diante de uma incerteza ainda maior sobre o futuro econômico do país.

Representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI), da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu (BCE) têm até esta quarta-feira para avaliar as mudanças sugeridas pela Grécia em troca da liberação de uma parcela do fundo resgate econômico, o que pode evitar que o país saia da zona do euro. Atenas tem até 30 de junho para pagar uma dívida de 1,6 bilhão de euros ao FMI.

Nesta terça, o BCE aumentou novamente os níveis de liquidez de urgência aos bancos da Grécia, medida que permite financiar as instituições bancárias. Preocupados com um possível calote da dívida, cidadãos gregos sacaram na semana passada cerca de 4 bilhões de euros das poupanças.

KG/rtr/ap

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